Central Única de Trabalhadores do Estado do Rio Grande do Sul

Vigília na Esquina Democrática exige Fora Temer, retirada das “reformas” do Congresso e Diretas Já

18 maio, quinta-feira, 2017 às 5:12 pm

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Eleições diretas para o povo escolher quem deve assumir o poder usurpado pelo golpe parlamentar, midiático e jurídico de 2016 e não levar adiante as “reformas” em andamento no Congresso Nacional que retiram direitos da classe trabalhadora. Esse foi o sentimento comum dos participantes da vigília realizada  ao meio dia desta quinta-feira (18) na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

A manifestação foi organizada diante da denúncia bombástica contra o presidente golpista Michel Temer (PMDB), divulgada no início da noite desta quarta-feira (17), e serviu para convocar a população para participar do ato “Fora Temer” e “eleições diretas já”, que será realizada logo mais, às 17h30,  no mesmo local. No próximo domingo (21) às 11h, haverá ato no Parque da Redenção.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, afirmou que esse foi o primeiro ato de uma nova fase política no país, “após o Supremo Tribunal Federal pegar Michel Temer e Aécio Neves”. O dirigente sindical diz que há uma maioria parlamentar insistindo em fazer reformas, como a da Previdência e da CLT, e que “não tem legitimidade para isso”.

Esquina com CUT

Claudir disse que Temer deve “sair correndo” e a e classe trabalhadora precisa “debater a solução, que é parar as reformas, recuperar a Petrobras, o pré-sal e antecipar as eleições. Um país com 14 milhões de desempregados não pode esperar por 2018”, ressaltou. Ele citou também o “desmonte das políticas públicas, do SUS, da Previdência” para convocar a população para as próximas mobilizações, a fim de denunciar o golpe e exigir a saída de Temer.

“Agora é povo nas ruas”, salientou Claudir, destacando que é preciso dialogar com as pessoas e esclarecer tudo que os golpistas fizeram de ruim contra a sociedade e a classe trabalhadora.

Ele ainda reforçou a unidade das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda, que já elaboraram um amplo calendário de eventos pelas diretas já. “Vamos tomar as ruas para exigir Fora Temer, retirada das reformas da Previdência e Trabalhista do Congresso Nacional e eleições diretas já”, enfatizou Claudir.

A diretora executiva da CUT Nacional, Mara Feltes, frisou a importância das pessoas compreenderem o momento de acirramento da luta de classes que vive o país. “Tem gente que melhorou muito de vida nos últimos anos, pensou que era burguesia e vai sofrer muito por causa dos ataques desse governo golpista”.  Para ela, só a intensificação da resistência e as eleições diretas vão mudar esse cenário.

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O diretor do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Jonas Reis, alertou para a estratégia da grande mídia que denunciou o escândalo. “Essas ratazanas da direita agem na madrugada e devem estar armando alguma coisa contra a gente”, enfatizou.

O municipário também destacou a luta da categoria contra as políticas do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). “A nossa resistência é aqui no município também. Para a gente, é fora Temer, fora Sartori e fora Marchezan”, finalizou.

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Representando a Marcha Mundial das Mulheres, Maria do Carmo recordou o viés machista do golpe. “As mulheres se levantam contra esse governo machista. Recentemente Temer disse que o Brasil precisa de marido. Não. Não precisamos de marido. Precisamos votar e queremos o Temer na cadeia”, disparou.

RS laboratório de Temer

A deputada estadual Stela Farias (PT-RS) usou a palavra e frisou a importância da democracia para derrotar o projeto de ajuste fiscal dos governos do PMDB, lá e aqui. “Não podemos permitir nenhuma aliança ou acordo que aceite levar adiante esse projeto nefasto. Precisamos de diretas já e muita mobilização para garantir o nosso direito ao voto”, apontou.

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A parlamentar afirmou ainda que o “Rio Grande do Sul é o principal laboratório de Temer” ao destacar a agenda de desmonte e precarização adotada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB).

Para vereadora a Sofia Cavedon (PT), a população está “atordoada e é vítima de uma alienação provocada propositalmente pela grande mídia. O golpe impõe um projeto draconiano, tanto que a população compreendeu o ‘Fora Temer’”, e citou o Parlamento, o Judiciário e os meios de comunicação como participantes do impeachment.

Ela disse que é “muito importante grande unidade das centrais sindicais”, para combater quem quer “lucro e concentração de riquezas” no país. Sofia também denunciou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, “que está na cadeia, recebendo milhões de reais para ficar quieto.”

Sofia

A vigília contou com a participação de dirigentes sindicais, militantes de movimentos sociais,  deputados Adão Villaverde (PT), Tarcísio Zimmermann (PT), Mirian Marroni (PT), Pedro Ruas (PSOL) e Juliano Roso (PCdoB), vereadores Sofia  Cavedon (PT), Adeli Sell (PT), Fernanda Melchiona (PSOL), Roberto Robaina (PSOL) e Professor Alex Fraga (PSOL), e ex-deputados Luciana Genro (PSOL) e Raul Carrion (PCdoB).

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Fonte: CUT-RS