Central Única de Trabalhadores

Trabalhadores do mundo se unem por Lula Livre no 13º CONCUT

9 outubro, quarta-feira, 2019 às 2:20 pm

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Lula livre no CONCUT

Lula livre no CONCUT

A liberdade do ex-presidente Lula Livre, a defesa da democracia, a luta contra a retirada de direitos e contra os governos neoliberais que estão sendo travadas no Brasil unem a classe trabalhadora de todo o mundo.

É isso que ficou claro em vários discursos feitos por sindicalistas de 50 países que estão participando do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, que está sendo realizado na Praia Grande, litoral de São Paulo. Na quinta-feira (10), último dia do 13º Concut, será eleita a nova direção Executiva Nacional da Central.

O secretário-geral da UGT, a maior central espanhola, Pepe Alvarez, anunciou que a entidade, a mais antiga do sindicalismo espanhol com 130 anos de existência, instituiu um prêmio internacional e o primeiro será dado a Lula. O ex-presidente é mantido preso político na Sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o 7 de abril do ano passado, depois de um processo fraudulento comandando pelo ex-juiz Sérgio Moro, que virou ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que ajudou a eleger prendendo Lula, sem crime e sem provas, durante o processo eleitoral.

“Para os trabalhadores de todo o mundo, Lula é como Mandela [ex-presidente da África do Sul, que ficou preso por 27 anos, por sua luta contra o apartheid]. A libertação de Lula é uma exigência de todo o sindicalismo internacional “, afirmou Alvarez.

O sindicalista disse ainda que os trabalhadores da América Latina e da Europa passam por momentos muito difíceis e que, na Espanha, as organizações sindicais estão trabalhando para recuperar os direitos roubados pelas crises econômicas e que a luta é para devolver os direitos e a liberdade que estão sendo retiradas em todo o mundo.

O dirigente da UGT/Espanha também destacou que as resoluções deste Concut serão importantes para o sindicalismo global. Ele citou como exemplo a luta dos trabalhadores espanhóis para a redução de jornada para 32 horas semanais para que eles tenham o direito de se beneficiar das novas tecnologias e que, por isso, vê como muito importantes as discussões que estão sendo feitas no Concut sobre o futuro do trabalho.

O representante da Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores (CISL) Luigi Cal lembrou que dirigentes italianos estiverem presentes em 1981, na Praia Grande, para acompanhar o primeiro congresso dos trabalhadores que anos depois levou ao surgimento da CUT.

“Foi um processo extraordinário de luta contra o sindicalismo corporativo controlado pelo Estado e, em direção a um sindicalismo dos trabalhadores baseado na autonomia e liberdade sindical”.

Apesar das boas lembranças do passado recente, Luigi diz que sua entidade está preocupada com os atuais dias e que é preciso uma grande mobilização para mudar a política econômica e social em toda a União Européia.

"A luta na Europa não é distante da de vocês. Hoje o movimento sindical é a ponte mais sólida que une pessoas em todo o mundo. O que precisamos fazer é relançar, reforçar as razões de nações baseadas em inclusão e solidariedade. Precisamos globalizar a solidariedade, como nos chamou a atenção o Papa Francisco", destaca Luigi.

E por esses motivos, segundo Luigi, sua entidade é solidária com a luta pela liberdade de Lula e contra os atos antissindicais do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e em favor dos povos da Amazônia ameaçados por um desenvolvimento predatório e destrutivo do atual governo brasileiro.

“Há uma transformação do sistema de produção que tende a pulverizar o trabalho, dissipar o meio ambiente e recursos naturais e aumentar o desemprego e gerar conflitos sociais. O nosso Instituto de Cooperação Sindical está presente há 10 anos no Alto do Solimões. Lá demonstramos que é possível um desenvolvimento socioambiental e da natureza da Amazônia. Este é o futuro do sindicalismo internacional”, declarou.

O representante da CTA Argentina Roberto Baradel também manifestou a solidariedade da sua entidade ao ex-presidente Lula. Segundo ele, a liberdade de Lula é a liberdade de todos os trabalhadores do Brasil e de toda a América Latina.

“Estamos juntos com as luta da CUT. Vamos lutar por uma solidariedade internacional e mudar os governos neoliberais. Fora Bolsonaro, fora [Maurício] Macri”, disse se referindo aos presidentes do Brasil e da Argentina, respectivamente.

Para o sindicalista argentino, é preciso mudar o atual governo de  Macri e colocar na presidência do seu país o peronista Alberto Fernández, candidato que segundo as últimas pesquisas, é o favorito à presidência da Argentina.

“Fernández visitou Lula na prisão, anunciou que vai se retirar do grupo de Lima [grupo apoiado pelos Estados Unidos e o Brasil que pressiona a Venezuela para a saída de Nicolás Maduro do poder]. Vamos derrotar o neoliberalismo na América Latina para construir uma pátria de trabalhadores. Viva Lula”, encerrou.

 

Fonte: Rosely Rocha – CUT Brasil