Central Única de Trabalhadores

Trabalhadores abraçam CEEE e reforçam unidade na luta em defesa do patrimônio do povo gaúcho

19 novembro, quinta-feira, 2015 às 6:03 pm

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Os trabalhadores da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) realizaram um ato público e deram um abraço simbólico à sede da empresa, em Porto Alegre, reforçando a defesa do patrimônio público, durante ato público realizado ao meio-dia desta quinta-feira (19).

A atividade foi coordenada pela CUT Metropolitana e contou com a participação de todas as entidades que integram a Frente em Defesa do Patrimônio do Povo Gaúcho: CUT-RS, Senergisul, Sindiágua, SindBancários, Fetrafi-RS, Senge, Sintec, Uniproceee, Associação dos Engenheiros da CEEE, Associação dos Técnicos da CEEE e Aapergs.

Após concentração a partir das 11h30, os trabalhadores saíram de mãos dadas em caminhada da esquina da Rua Joaquim Porto Vilanova, esquina com a Avenida Ipiranga, até a entrada principal do prédio da CEEE, no bairro Jardim do Salso.

Abraço

Houve manifestações de representantes das entidades presentes, bem como do deputado estadual Jeferson Fernandes (PT). Todos destacaram a importância da unidade na luta em defesa das empresas públicas, pois nenhuma está totalmente protegida. Somente a luta coletiva poderá enfrentar os ataques do governo Sartori (PMDB).

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CUT-RS aponta quem é o inimigo dos trabalhadores

“Várias empresas estão na mira e não podemos gastar pólvora com chimango. O inimigo dos trabalhadores é o grupo RBS, que é o diário oficial e o porta-voz do governo do Estado. Não se trata dos repórteres, mas dos donos que se articulam com as federações patronais e que querem concluir o projeto iniciado pelo governo Britto”, alertou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Ao afirmar que “o governo Sartori representa os grandes interesses dos grupos econômicos”, ele chamou os trabalhadores a intensificar a mobilização. “Os deputados têm medo da pressão nas bases”, apontou o dirigente da CUT-RS.

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“Temos que pressionar os deputados para que defendam as empresas públicas. O jogo não está definido. As peças ainda estão se ajustando. E os trabalhadores são sujeitos e não objetos que podem ser jogados”, frisou Claudir.

Ele chamou a atenção para a importância para preservar as empresas públicas e alertou para as conseqüências das políticas neoliberais para os trabalhadores. “A privatização, a parceria público privada e a concessão significam precarização do trabalho”, destacou.

Claudir pediu a solidariedade de todos os trabalhadores. “Temos que ser solidários, incluindo quem trabalha na iniciativa privada, para defender as empresas públicas”, ressaltou.

CEEE

O presidente do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul), Jorges Bastos, disse que a entidade e outras entidades, como a dos bancários, querem o fortalecimento do serviço de forma eficiente. “Em 1997, tivemos a experiência de privatizar parte da distribuição”, declarou. Conforme ele, durante as últimas enchentes, quando houve vários episódios de falta de luz, a CEEE conseguiu dar a resposta mais rápida diante das concessionárias.

Bastos disse que a categoria está sempre em alerta. Em função da alegada crise financeira do Estado, teme que o governo Sartori queira vender a CEEE e outras empresas para fazer caixa. “Estamos em um momento de renovação da concessão e a Aneel tem exigências de eficiência e eficácia.”

A CEEE tem profissionais de várias categorias, mas de eletricitários é a mais significativa. São 4 mil trabalhadores representados pela Senergisul na companhia.

Pauletto

Banrisul

O presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Everton Gimenis, alertou que o Banrisul está na mira. Desde o mês passado, tramitam em regime de urgência na Assembleia Legislativa do RS dois projetos de lei que criam duas empresas subsidiárias do banco público. O PL 208/2015 autoriza a criação da Banrisul Seguros. O PL 304/2015 autoriza a criação da Banrisul Cartões.

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O SindBancários tem atuado no sentido de garantir que essas duas novas subsidiárias não sejam vendidas. São duas empresas rentáveis que manteriam e poderiam até mesmo ampliar a saúde financeira do banco. Na Assembleia Legislativa, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS já trabalham junto a deputados estaduais para garantir medidas protetivas que impeçam a venda das duas novas empresas. Os dois PLs devem ser votados em 1º de dezembro.

“Temos que atuar no sentido de pressionar os deputados estaduais a não votarem a favor da aprovação desses dois Projetos de Lei ou adotar medidas protetivas, como vincular qualquer tipo de venda de patrimônio do Banrisul a plebiscito, conforme determina a Constituição Estadual. O atual governo segue a linha de atuação do governo Britto, que privatizou a telefonia e aumentou a dívida pública do Estado”, avaliou o presidente do SindBancários.

Avaliação

“Vencemos mais uma etapa na luta em defesa do patrimônio dos gaúchos, com o mesmo sucesso que tivemos quando abraçamos no dia 11 setembro o edifício-sede do Banrisul, onde fica também a administração da Corsan”, avalia o coordenador da CUT Metropolitana, Carlos Pauletto.

Para ele, “o sucesso do evento só foi possível graças à unidade das entidades e à presença dos trabalhadores, que mesmo na sua folga de almoço estiveram lá e participaram ativamente desta luta que é de toda a sociedade gaúcha”.

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“Precisamos mais do que nunca proteger o patrimônio público e reafirmar que não podemos entregar as empresas públicas, como a CEEE, que foi construída ao longo de muitos e muitos anos, com esforço e investimentos do orçamento do Estado. Ela não pertence ao Sartori nem ao PMDB, mas sim ao povo gaúcho”, concluiu Pauletto.

A manifestação foi encerrada com o tradicional salchipão (salsichão com pão).

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Fonte: CUT-RS