Central Única de Trabalhadores

“Somem-se a nós, não pelo governo, mas pelo Estado de Direito”, defende Pimenta

5 abril, terça-feira, 2016 às 9:44 pm

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Pimenta1

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Em discurso no plenário da Câmara no início da noite desta terça-feira (5), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) exortou os parlamentares que discordam do governo a não participarem do golpe que está sendo conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o processo de impeachment.

“Não embarquem na canoa furada de um golpe institucional que vai manchar para sempre suas biografias”, disse. Segundo ele, golpes jurídicos parlamentares têm o mesmo objetivo dos antigos golpes militares. “Somem-se a nós, não em defesa do governo, mas da democracia e do Estado de Direito. A sociedade civil em todo o Brasil cria comitês da legalidade e repete: não vai haver golpe, e qualquer tentativa de golpe terá a nossa resistência”, disse o petista.

Ele afirmou que diferentes líderes da oposição foram à Câmara hoje para “esbravejar” contra a defesa apresentada ontem pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. “Mas sem responder nenhum dos argumentos aqui apresentados.”

De acordo com Pimenta, a abertura do processo contra Dilma é “um ato de vingança de Eduardo Cunha, com o apoio da oposição”. No dia 24 de novembro, lembrou o parlamentar, os líderes da oposição declararam que estariam em obstrução até o afastamento de Cunha, que, segundo eles, não tinha mais condições éticas para presidir a Câmara. Naquele dia, PSDB, PSB, DEM, PPS, Psol e Rede Sustentabilidade anunciaram que obstruiriam os trabalhos. “Tudo tem limite, e todo limite foi extrapolado”, disse, por exemplo, o líder do PPS, Rubens Bueno (PPS-PR).

Mas, no dia 3 de dezembro, Cunha anunciou que acatava o impeachment e a oposição retirou a obstrução. “Zé Eduardo mostrou que só há impeachment quando há crime de responsabilidade, e só há crime de responsabilidade quando há dolo”, acrescentou Pimenta.

 

Fonte: Rede Brasil Atual