Central Única dos Trabalhadores

Servidores pressionam deputados contra reforma administrativa em Porto Alegre

14 setembro, terça-feira, 2021 às 6:17 pm

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Ato HPS-1 (2)

Ato HPS-1 (2)

Desta vez, apesar do céu fechado, não teve chuva, durante o ato realizado, na manhã desta terça-feira (14), pela Frente dos Servidores Públicos (FSP-RS), integrada pela CUT-RS, contra a reforma administrativa (PEC 32/2020), em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre.

A atividade fez parte do dia nacional de mobilização contra a PEC 32. Brasília recebeu caravanas de servidores de todo país, incluindo o Rio Grande do Sul, que nas primeiras horas da manhã fizeram pressão no Aeroporto sobre os parlamentares que chegavam para os trabalhos no Congresso. À tarde houve uma concentração no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios.

As mobilizações estão conectadas com o calendário da Comissão Especial da PEC 32 na Câmara dos Deputados, que terá duas reuniões deliberativas para discussão e votação do parecer do relator, Arthur Maia (DEM-BA). A expectativa é de que a votação ocorra na quinta.

O diretor da CUT-RS, Marcelo Carlini, que estava coordenando a manifestação, disse que "essa atividade, a campanha de rádio, a campanha de outdoor, a pressão nas redes e a discussão no local de trabalho são fundamentais para tentar atrapalhar a votação, impedindo a aprovação da PEC 32".

Ato HPS - Carlini (2)

Quem votar a favor da PEC 32, não vai voltar

Carlini, que é também diretor do Sintrajufe-RS, fez um panorama sobre o andamento dos trabalhos da Comissão Especial da PEC 32. “A reunião está iniciando e já temos 53 deputados inscritos para falar contra a proposta de emenda. A favor tem 10 deputados inscritos. Eles mesmos têm vergonha de defender a reforma administrativa. Vamos seguir com a nossa luta e a nossa mobilização. Quem votar a favor da PEC 32, não vai voltar”, enfatizou.

A secretária-geral do Sindiserf-RS e secretário de Meio Ambiente da CUT-RS, Eleandra Koch, apontou a relevância dessas mobilizações. "É a luta que estamos fazendo em todos os estados contra a agenda nefasta de Paulo Guedes. Nesse momento, a agenda mais importante desse período da classe trabalhadora é derrotar essa reforma administrativa. Essa reforma que não é uma reforma, é a verdadeira mercantilização, é a privatização do serviço público. Que quer fazer desses serviços, um novo ativo do mercado. Seguimos em luta, nas ruas e nas redes", defendeu.

Ato HPS - Eleandra

Risco de privatizações

Um dos setores atingidos pela reforma administrativa é a educação. A presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, denunciou o risco de privatização das escolas. “As pessoas terão que pagar para ir às escolas. Esse estado mínimo, que Bolsonaro, Leite e Melo buscam, é fechar absolutamente todas as portas para grande maioria da população, que é quem sustenta os hospitais, que sustenta a escola pública, porque paga impostos. Vivemos num país onde os ricos não pagam impostos. Quem realmente paga são os trabalhadores e é desses que querem tirar o direito à educação, saúde e segurança”, disse.

Helenir fala

Dialogar com a sociedade

Também foram lembrados os ataques que o povo brasileiro vem sofrendo desde 2016, após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (PT). “A retirada de direitos não começa com a reforma administrativa, ela é mais um passo. Ela começa em 2016, com a Emenda Constitucional 95, que é o teto dos gastos, e continuou com a reforma trabalhista e com a reforma da Previdência”, explicou a diretora do Sintrajufe-RS, Arlene Barcellos.

O secretário-geral do Sindiserf-RS, Marizar de Melo, realçou a defesa do diálogo. “Esse ato é um embate nosso, dialogando com a sociedade, com as instituições públicas, para que possamos convencer aqueles deputados que ainda estão indecisos em relação à reforma administrativa”, ressaltou.
 

Marizar

Pressione os deputados

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Leia o gibi do pesadelo da reforma administrativa

Assista à transmissão do ato

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Fotos: Carolina Lima / CUT-RS

 

Fonte: CUT-RS