Central Única dos Trabalhadores

Seminário discute a democratização da comunicação nas Américas

21 setembro, segunda-feira, 2015 às 9:18 am

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Mídia e democracia

“Lutar por maior pluralidade e diversidade é fundamental para a democracia”, disse o Relator Especial para Liberdade de Expressão na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edison Lanza, na mesa de abertura do “Seminário Mídia e Democracia nas Américas”, que aconteceu em São Paulo na noite desta sexta-feira (18).

“É um tema que necessita uma abordagem técnica, desde a perspectiva dos direitos humanos. A ausência da liberdade de expressão gera mais problemas para a cultura democrática”, destaca Lanzo para um público de mais de 150 pessoas na plateia e quase duas mil pessoas acompanhando pela internet.

Junto com Lanza na mesa de abertura estavam: o professor aposentado da Universidade Federal de Brasília, Vinício Lima. O Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica, Emiliano José, que representou o Ministério das Comunicações e em vídeo conferência, Edison Lanza.

O debate foi coordenado pela Secretária-Geral do Barão de Itararé Nacional, Renata Mielli, e pela coordenadora do Fórum Nacional de pela Democratização da Comunicação FNDC) e Secretária Nacional da CUT, Rosane Bertotti.

Mídia 1

O evento organizado pelo Centro de Estudos de Mídias Alternativas Barão de Itararé e Agência Latino-Americano de Informação (ALAI) tem como objetivo discutir o cenário político, o papel da mídia e a luta pela democratização da comunicação no continente até domingo (21).

Vários países nas Américas a mídia já foi democratizada: Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Venezuela, Chile, México, Cuba, Estados Unidos e Canadá e contarão o que viveram este processo.

No Brasil, 9 famílias são donas dos meios de comunicação em cadeia nacional. Os jornais e revistas de maior circulação e a maioria esmagadora das emissoras de rádios e televisão divulgam as mesmas notícias, com manchetes quase idênticas e as mesmas fotos.

Para o Secretário-geral da Confederação Sindical de Trabalhadoras e Trabalhadores das Américas (CSA), os direitos humanos não são respeitados e nem promovido pelo latifúndio democrático.

Lanza criticou a concentração dos meios de comunicação no Brasil e o falso argumento de que regulação é censura, o que já se tornou uma espécie de ‘mantra’ dos grandes empresários do setor. “Monopólios e oligopólios atentam contra a democracia e a liberdade de expressão”, afirmou ele.

O professor aposentado da Universidade de Brasília e conselheiro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Vinício Lima, destacou que a pluralidade e a diversidade são importantes na formação de opinião pública de competência cívica.  “Opinião pública independente, autônoma e sem competição de mercado”, justifica ele.

O representante do governo citou várias ações que o ministério da comunicação vem executando, entre elas canal da cidadania, Plano Nacional de Outorgas de TVs Comunitárias e Plano Nacional de Rádios Comunitárias.

Emiliano José, que também é militante da democratização da comunicação, afirmou que existe clareza do Ministério das Comunicações que a regulação da comunicação é fundamental para o avanço da democracia no país. Mas que como militante, ele acha que a regulamentação dos artigos 220 à 224 da constituição, que trata de comunicação social, já tinha que ter sído feita. “Hoje nós teríamos mais democracia no Brasil”.

Para saber mais sobre a campanha da mídia democrática acesse o site: paraexpressaraliberdade.org.br

 

Fonte: CUT Nacional