Central Única dos Trabalhadores

Semapi retoma negociações para reajuste dos servidores das fundações

23 outubro, sexta-feira, 2015 às 9:39 am

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Semapi Face

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Representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi) e da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) se reuniram na manhã desta quarta-feira (21) para discutir o reajuste salarial para os servidores das fundações vinculadas ao Estado, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e da Ascar-Emater-RS. Em virtude da crise nas finanças do Estado, o governo diz que não pode conceder qualquer reajuste.

De acordo com a presidente do Semapi, Mara Feltes, os representantes da Fazenda não apresentaram nenhuma proposta de reajuste nesta quarta, mas a expectativa do sindicato é que um valor seja apresentado na semana que vem. “Eles não disseram que a proposta é zero, mas também não nos deram nenhuma proposta de reajuste ainda. Estão se comprometendo a trazer uma na próxima reunião, que vai ser dia 28”, disse Feltes.

O encontro, realizado a portas fechadas na sede da Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), foi o primeiro entre as partes desde o dia 30 de julho. As negociações foram interrompidas em agosto em razão de o governo ter encaminhado à Assembleia Legislativa propostas de extinção da Fundação Zoobotânica (FZB) e da Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs), ambas representadas pelo Semapi.

“Uma das coisas que o governo dizia, justificando não apresentar proposta de reajuste, era que se comprometia a pagar em dia e manter os empregos”, disse Feltes. “Aí veio a questão da extinção da FZB e da Fundergs. Nós ficamos muito indignados e suspendemos as negociações, porque tivemos que botar todas as energias para evitar que isso acontecesse”.

Além do reajuste salarial, o Semapi também rejeita propostas do governo que buscam retirar direitos adquiridos pela categoria. Segundo Feltes, o governo queria negociar a retirada da multa que deve ser paga em caso de atraso dos salários – como os trabalhadores das fundações são celetistas, atrasos devem ser compensados com multas -, mas voltou atrás após a categoria rejeitar veemente essa proposta. “Não aceitamos porque é a única garantia que nós temos de que vamos receber o nosso salário em dia”, disse, salientando que estes servidores devem receber até o 2º dia útil de cada mês. “Agora eles toparam retirar a questão da multa”.

Outro ponto de atrito entre as partes é a questão das folgas duplas para trabalhadores da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) e do  Fundação de Proteção Especial (FPE) que trabalham em sistemas de revezamento, em turnos de seis horas durante a semana e 12 horas em um dos dias do final de semana ou no sistema de 12 horas trabalhadas por 36 de folga, tenham direito a dois dias de folga consecutivos ao menos uma vez por mês.

“Nós conquistamos isso depois de mais de 20 anos de luta, para que o trabalhador possa ficar pelo menos dois dias consecutivos com a família. Não vamos aceitar que isso seja retirado”, afirmou Feltes.

O governo foi representando no encontro pelo assessor do Grupo de Assessoramento Especial (GAE) da Sefaz, Claudio Kuhne, que preferiu não dar entrevista.

 

Fonte: Sul21