Central Única dos Trabalhadores

Secretários do governo Sartori reúnem trabalhadores e empresários, mas negociação sobre mínimo regional não avança

7 dezembro, segunda-feira, 2015 às 4:17 pm

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A choradeira dos empresários dominou a reunião de negociação tripartite sobre o reajuste do salário mínimo regional a partir de janeiro de 2006, promovida na manhã desta segunda-feira (7) pelos secretários Miki Breier (Trabalho e Desenvolvimento Social), Cristiano Tatsch (Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional) e Fábio Branco (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), em Porto Alegre. Não houve avanços para os trabalhadores.

Pelas centrais sindicais, participaram Claudir Nespolo,(CUT/RS), Guiomar Vidor (CTB); Dionisio Mazui (Força Sindical) e Larri Oliveira Lopes (Nova Central Sindical), Pelas entidades patronais, estiveram presentes Norton Luiz Lenhart (Federasul), Heitor José Müller (Fiergs) e Luiz Carlos Bohn (Fecomércio).

A CUT-RS e centrais reivindicam aumento de 11,55%. O índice significa a reposição da inflação projetada no período e ganho real. O INPC acumulado dos últimos 12 meses, entre 1º de novembro de 2014 e 31 de outubro de 2015, foi de 10,33%. Nos próximos dias deverá ser anunciado o INPC de novembro.

“Os secretários de Estado disseram que o governo queria ouvir em conjunto os representantes dos trabalhadores e empresários para repassar os posicionamentos ao governador José Ivo Sartori”, afirmou o presidente da CUT-RS.

Claudir frisou que é lamentável a choradeira dos dirigentes das federações empresariais, que voltaram a defender reajuste zero para o mínimo regional e chegaram a propor que não existe necessidade de um piso regional diante da valorização do salário mínimo nacional.

“Os preços de todos os produtos e serviços aumentaram, e muito, no último período, inclusive acima da inflação, e por isso é inaceitável qualquer reajuste que não recupere no mínimo as perdas inflacionárias que os trabalhadores sofreram”, destacou.

“Não abrimos mão do mínimo regional porque a economia gaúcha tem maior potencial econômico e pode remunerar melhor os trabalhadores, como forma de avançar na distribuição de renda e na redução das desigualdades”, salientou Claudir lembrando que os estados de SC. PR, SP e RJ também possuem pisos regionais.

O dirigente da CUT-RS rebateu os falsos mitos espalhados pelos inimigos do mínimo regional de que gera desemprego, aumenta a informalidade e prejudica as micro e pequenas empresas. “Trata-se de um instrumento que valoriza o trabalho, estimula o consumo e a produção e ajuda o Rio Grande a crescer”, frisou.

Ao final, os três secretários estaduais disseram que a instituição do mínimo regional será um encaminhamento de governo para a Assembleia Legislativa, sem adiantarem o percentual a ser proposto e nem a data a ser enviado.

“Esperamos que o governo finalmente remeta o projeto de lei do reajuste e em regime de urgência aos deputados para que o tema seja debatido no parlamento com votação antes do recesso de fim de ano”, concluiu Claudir.

ADESIVO piso regional

 

Fonte: CUT-RS