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Rio Grande do Sul fecha 2.498 empregos com carteira assinada em abril

25 maio, sábado, 2019 às 5:03 pm

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Desemprego no RS

Desemprego no RS

O Rio Grande do Sul registrou o fechamento de 2.498 vagas de emprego com carteira assinada em abril deste ano, com queda de 0,10% no período. O resultado foi gerado pelo saldo de 95.638 admissões e 98.136 demissões no mês passado. Os dados foram divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O resultado no Estado é o quarto pior para o mês desde o início da série história, em 2004. O RS está entre os quatro estados nos quais houve mais demissões do que admissões no mês, junto ao Pará (-25 vagas), Rio Grande do Norte (-501) e Alagoas (-4.692). Todos os outros estados brasileiros registram resultado positivo.

No restante da Região Sul, Paraná e Santa Catarina tiveram alta na geração de empregos, com saldos de 10.653 e 6.415 em abril, respectivamente.

Os destaques negativos no Estado foram o setor agropecuário, que fechou 4.022 vagas (-4,46%) e os setores do Comércio (612 vagas fechadas, 0,10% de redução) e da Construção Civil (500 empregos a menos, retração de 0,45%).

O saldo positivo foi registrado na Indústria da Transformação, que abriu 1.140 vagas no período, alta de 0,17%.

Na contramão, País criou 129,6 mil vagas

Com destaque para o setor de serviços, responsável por mais de metade do resultado, foram criadas 129.601 empregos com carteira assinada em abril, atingindo o melhor resultado para o mês desde 2013. 

O saldo de abril decorre de 1,374 milhão de admissões e 1,245 milhão de demissões. Em abril de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 115.898, na série sem ajustes.

O estoque cresceu 0,34% e atingiu 38,590 milhões de postos de trabalho – em abril de 2014, eram 40,727 milhões. Como acontece habitualmente, o salário de quem entra no mercado é menor do que o dos demitidos.

No mês passado, quem foi contratado recebia R$ 1.584,51, em média. Já a remuneração dos dispensados era de R$ 1.747,85.

Apenas os serviços responderam por 66.290 vagas, crescimento de 0,38%. Na indústria de transformação, o saldo foi de 20.479 (0,28%), concentrado nos segmentos de alimentação e bebidas, com quase 10 mil, e químico-farmacêutico, com aproximadamente 8 mil.

A maior alta proporcional, de 0,90%, foi na agropecuária, que abriu 13.907 postos de trabalho. A construção civil cresceu 0,71%, com saldo de 14.067.

De janeiro a maio, o Caged tem saldo de 313.350 vagas formais, aumento de 0,82% no estoque, novamente com destaque para serviços (239.741). Em 12 meses, são 447.896 empregos com carteira (1,25%).

Naquilo que o governo chama de “modernização trabalhista”, a modalidade de trabalho intermitente foi responsável por 5.422 vagas. Já o trabalho parcial teve 2.827.

 

 

 

Fonte: CUT-RS com Rede Brasil Atual e Jornal do Comércio