Central Única de Trabalhadores

Retrocessos marcam primeiros dias de “tragédia anunciada”, afirma presidente da CUT

4 janeiro, sexta-feira, 2019 às 4:33 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

Vagner2

Vagner2

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, divulgou nesta sexta-feira (4) um artigo apontando retrocessos que marcaram os primeiros dias do governo Bolsonaro.  Ele critica a transferência das atribuições do registro sindical para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta criada para o ex-juiz Sérgio Moro. “É um retrocesso que vem na esteira da absurda e desrespeitosa extinção do Ministério do Trabalho.”

Vagner salienta que “os pronunciamentos à mídia do presidente recém-empossado apontam para mais retrocessos, como a extinção da Justiça do Trabalho (não explicada nem detalhada), porque Bolsonaro diz achar que ‘no Brasil há excesso de proteção ao trabalhador”, que ‘a mão de obra no Brasil é muito cara’ e que ‘isso deve ser mudado por prejudicar o empregador’”.

“Se os trabalhadores e as trabalhadoras não estão na agenda do novo ocupante do Palácio do Planalto, saibam que a classe trabalhadora é a nossa agenda. a nossa luta permanente, histórica e diária”, avisa o dirigente sindical.

Leia a íntegra do artigo do presidente da CUT!

Retrocessos marcam primeiros dias de ‘tragédia anunciada’

Ao transferir as atribuições do registro sindical para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta criada para o ex-juiz Sérgio Moro, os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enfrentam mais um retrocesso, que remonta os anos 1930.

Com essa medida já oficializada, o País volta ao passado, ao período anterior à promulgação da CLT, em 1931, quando as questões sociais e trabalhistas eram tratadas pelo governo federal como “caso” de polícia e não como um direito da classe trabalhadora de se organizar livre e democraticamente.

É um retrocesso que vem na esteira da absurda e desrespeitosa extinção do Ministério do Trabalho. O fim da pasta impõe aos trabalhadores(as) a perda de um instrumento histórico de interlocução e de debate de políticas públicas dentro do Executivo Federal.

Os pronunciamentos à mídia do presidente recém-empossado apontam para mais retrocessos, como a extinção da Justiça do Trabalho (não explicada nem detalhada), porque Bolsonaro diz achar que “no Brasil há excesso de proteção ao trabalhador”, que “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que “isso deve ser mudado por prejudicar o empregador”.

Mas se os trabalhadores e as trabalhadoras não estão na agenda do novo ocupante do Palácio do Planalto, saibam que a classe trabalhadora é a nossa agenda, a nossa pauta, a nossa luta permanente, histórica e diária.

 

 

 

Fonte: CUT-RS com Rede Brasil Atual