Central Única dos Trabalhadores

Retomada do desenvolvimento pauta abertura do Conselhão

29 janeiro, sexta-feira, 2016 às 12:37 pm

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A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, deram posse aos novos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no início da reunião que acontece a portas fechadas, no Palácio do Planalto. Na abertura, único momento do encontro que pôde ser presenciado pelos jornalistas, Wagner afirmou que a retomada dos trabalhos do órgão marca uma quebra de tabus e a formação do que ele chamou de “uma verdadeira escola de cidadania participativa”.

A pauta de discussões desta quinta-feira é intitulada de “Caminhos para a retomada do Desenvolvimento” e tem alternativas e sugestões para enfrentamento da crise econômica como item principal. O ministro demonstrou estar bastante à vontade na sua fala, uma vez que foi o coordenador da primeira fase do Conselhão, quando criado em 2003 – missão que volta a assumir. De acordo com Jaques Wagner, as pessoas precisam ter coragem de abrir suas convicções e debater sobre os problemas do país, porque numa democracia, o mais importante para que se chegue a alternativas sólidas e de consenso é o confronto de ideias.

O ministro da Casa Civil disse, ainda, que este é o melhor momento de retomada do Conselho, que é um órgão de assessoramento à Presidência da República com a participação de representantes de toda a sociedade. Ele lembrou da crise econômica afirmando que “todo mundo está angustiado e querendo discutir soluções” e agradeceu o voluntariado de todos os presentes.

Wagner destacou que não há intenção, com as ações do CDES, de substituir as atribuições do Congresso Nacional e acentuou que dois outros eventos realizados também neste mês de janeiro, ajudaram a discutir, por meio de fóruns, a adoção de medidas que levem ao desenvolvimento dos países: o Fórum Econômico Global, em Davos, na Suíça, e o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

Ao todo, estão previstos para se pronunciar oito representantes dos 92 integrantes do Conselhão, sendo quatro representantes do empresariado e quatro de organizações da sociedade civil. O primeiro a falar foi o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Estão presentes à reunião, além do ministro da Casa Civil, também os ministros Kátia Abreu (Agricultura), Waldir Simão (Planejamento), Nelson Barbosa (Fazenda) eArmando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Vários assessores do Executivo e ocupantes de cargos de segundo escalão como secretários especiais da Presidência e dirigentes de departamentos nacionais e de estatais também estão presentes. A presidenta Dilma, que chegou ao local com ar visivelmente cansado, por conta da sua viagem ao Equador, da qual retornou tarde da noite de ontem, vai se pronunciar ao final do encontro.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, afirmou que considera a retomada dos trabalhos do CDES um traço de pluralidade dado ao país pelo governo. Segundo ele, o Conselhão é um sinal de que não há constrangimento dos vários setores em falar sobre o que está acontecendo e, também, sinal de que há unidade por parte de todos no sentido de ajudar o país a mudar.

“Hoje, todos somos perdedores, porque na recessão todo mundo perde. É preciso criar convergências neste encontro para ideias compartilhadas. A crise atual, segundo o executivo, é diferente de todas as outras e tem de ser resolvida no curto prazo. “No longo prazo, seremos sempre um país de oportunidades”, destacou, observando que cada integrante do Conselhão é protagonista na responsabilidade de encontrar soluções.

Depois de ter ficado parado por quase dois anos, o CDES realiza nesta tarde sua 44ª reunião desde sua existência. O novo colegiado teve renovação de 70% de sua composição, sendo que o número de integrantes aumentou – de 90 para 92. Conselheiros que se manifestaram antes de entrar na sala do encontro, como o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disseram que a expectativa  com a retomada dos trabalhos é muito boa por parte de todos.

“É extremamente positiva para o país essa retomada das atividades, ainda mais com a participação de representação das micro e pequenas empresas”, disse Afif Domingos. “Trata-se de um espaço fundamental de debate e convergência entre governo e sociedade”, acrescentou Broch.

 

Fonte: Rede Brasil Atual