Central Única dos Trabalhadores

“Querem jogar a crise em cima dos trabalhadores, e não vamos deixar”, afirma Lula no ABC

19 junho, segunda-feira, 2017 às 11:08 pm

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Lula no ABC2

Lula no ABC2

RBA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que continuará a resistência contra a retirada de direitos feita pelo governo Temer. Segundo ele, “não é justo, nem eficaz” que se enfrente a crise econômica “cobrando a conta da classe trabalhadora”. Lula participou neste domingo (18), da festa de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em evento que recebeu cerca de 7 mil pessoas em São Bernardo do Campo.

“Temos que dizer a eles: ‘não tem que tirar direito de trabalhador e aposentado’. Temos que fazer a economia crescer, gerar emprego, aumentar salários. Aí, a Previdência então vai dar conta”, disse Lula.

O ex-presidente da República e também do sindicato recordou a luta dos metalúrgicos pela democracia brasileira. “O país que estão oferecendo a você, Wagner, é um país que vai exigir de você muitas noites acordados. E um metalúrgico não pode fechar os olhos enquanto a gente não reconquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, enquanto não reconquistarmos a cidadania que já tivemos”, afirmou, dirigindo-se ao novo presidente da entidade, Wagner Santana, o Wagnão.

Wagnão afirmou que a luta pela restauração da democracia e a retomada do crescimento econômico “é de todos os trabalhadores”. E criticou as propostas de reformas que tramitam no Congresso Nacional. “Que país é esse onde se propõe uma volta quase à escravidão, onde se quer permitir que o trabalhador rural possa ser remunerado não com salário, mas com casa e comida? Minha luta hoje é pelo direito dos outros, dos meus filhos, assim como meu pai lutou pelos meus direitos e meus filhos hão de lutar pelos direitos dos meus netos.”

Rafael Marques, que deixa o comando do sindicato, fez uma convocação para a greve geral. “O dia 30 será a maior greve geral que o país já teve em sua história, tenho certeza disso. Eu sou da geração que lutou nos anos 90 contra a desconstrução da indústria nacional, e o Wagnão, que também é da minha geração, vai assumir agora com os mesmos desafios pela frente.”

 

Fonte: Rede Brasil Atual (RBA)