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Quatro deputados gaúchos votaram na CCJ a favor da reforma da Previdência de Bolsonaro

24 abril, quarta-feira, 2019 às 8:22 pm

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Votaram na CCJ

Votaram na CCJ

Dois seis deputados gaúchos que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, que aprovou na calada da noite desta terça-feira (23) o parecer do relator pela admissibilidade da reforma da Previdência, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), quatro votaram a favor: Alceu Moreira (MDB), Márcio Biolchi (MDB), Giovani Cherini (PR) e Maurício Dziedricki (PTB).

Os dois gaúchos, que integram partidos de oposição ao governo Bolsonaro e votaram contra o fim da aposentadoria, foram o deputado Afonso Mota (PDT) e a deputada Maria do Rosário (PT).

Ao todo, foram 48 votos a favor da reforma e 18 votos contrários na CCJ. Os partidos que votaram contra o parecer aprovado foram PT, PC do B, Psol, PSB, Pros, PDT, Avante e Rede.

“Perdemos uma batalha, mas a luta continua. Vamos denunciar esses quatro deputados para a população gaúcha, especialmente nas suas bases eleitorais, e continuar fazendo pressão, para que cada parlamentar se posicione e vote contra essa reforma cruel e perversa para a classe trabalhadora”, afirma o secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr.

O dirigente sindical lembra que “nenhum deles prometeu na campanha eleitoral que apoiaria uma proposta nociva dessas, que não acaba com privilégios, mas acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras do campo e da cidade”.

Painel da CCJ

Próximos passos

A oposição já afirmou que irá entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação da CCJ, devido ao fato de o colegiado ter ignorado completamente o requerimento assinado por 1/5 dos deputados para suspender a votação por 20 dias.

A reforma segue agora para apreciação do mérito em uma comissão especial que será criada pela Câmara nesta quinta-feira (25).

Se passar por essa comissão, a proposta do governo será submetida à votação no plenário da Câmara em dois turnos, onde precisará dos votos de dois terços dos deputados (308 do total de 513) para ser aprovada. A tramitação segue depois para o Senado.

 

 

Fonte: CUT-RS com Rede Brasil Atual (RBA)