Central Única de Trabalhadores

Protesto do Semapi-RS em frente ao Piratini marca quarto mês da extinção de fundações

20 abril, quinta-feira, 2017 às 7:49 pm

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Sul 21 - Pelo quarto mês consecutivo, servidores de fundações estaduais protestaram diante do Palácio Piratini nesta quinta-feira (20) para marcar a data da votação na Assembleia Legislativa que aprovou a extinção de nove entidades – Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Zoobotânica (FZB), Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Metroplan, Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS).

Maria Helena de Oliveira, secretária de Formação da CUT-RS e diretora do Semapi-RS, sindicato ao qual estão vinculados os trabalhadores de cinco das nove fundações que tiveram a extinção aprovada, diz que os servidores irão, até o final do governo, realizar protestos semelhantes diante do Piratini. “Nós estaremos na Praça da Matriz, marcando aquela madrugada fatídica na qual os deputados decidiram a extinção das nove entidades”.

Assim como nos meses anteriores, os servidores colocaram placas com a palavra “traidor”, um alvo e os rostos do governador José Ivo Sartori (PMDB), do vice, José Paulo Cairoli (PSD), e dos deputados que votaram a favor da extinção e jogaram bexiguinhas com tinta nas imagens. Até o momento, o Semapi já confeccionou placas de 12 dos 30 deputados favoráveis à extinção – a ideia é fazer três novas placas por mês.

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Além do ato político de protesto, uma frente jurídica em defesa dos trabalhadores das fundações tenta reverter as extinções ou ao menos evitar demissões. Uma ação da frente, ajuizada ainda em dezembro de 2016, garantiu que o governo não poderia demitir os trabalhadores sem antes conduzir um processo de negociação coletiva.

Maria Helena defende que todos os 1,2 mil servidores dessas fundações, por terem realizado concurso público e já estarem há mais de três meses em seus cargos, têm direito à estabilidade e, portanto, não poderiam ser demitidos. “Acreditamos que todos os trabalhadores têm emprego garantido”, diz.

Além disso, ela questiona o fato de que o governo Sartori ainda não teria explicado à sociedade gaúcha o que ocorrerá com as atividades que são feitas por essas fundações após as extinções, se elas serão absorvidas por outros órgãos ou deixarão de ser realizadas. “Muitas dessas atividades são executadas há mais de 30 anos e são papel do Estado”, afirma.

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Fonte: Sul 21