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Produção industrial gaúcha recua 11,8% até outubro e é a segunda pior do país

9 dezembro, quarta-feira, 2015 às 8:50 am

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A produção industrial gaúcha foi a segunda pior no acumulado de janeiro a outubro de 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos primeiros 10 meses do ano, o recuo chegou a 11,8%, atrás apenas do Amazonas (-15,1%). Na comparação entre outubro de 2015 com o mesmo mês de 2014, o tombo é ainda maior: -16,6%. Também neste período, só o Amazonas teve desempenho negativo superior (-20,4%).

Na passagem de setembro para outubro, a redução do ritmo observado na produção industrial foi acompanhada por 10 dos 14 locais pesquisados, com recuos mais intensos registrados por Pará (-6,0%), Paraná (-5,7%) e Espírito Santo (-5,1%). Todos haviam apontado crescimento na produção no mês anterior. Nesta comparação, o Rio Grande do Sul recuou 0,8%. Em São Paulo, o parque industrial mais diversificado do País, a queda na produção foi de 0,4%, abaixo da média nacional (-0,7%) no período.

No Amazonas (-4,9%), outubro foi o quinto mês consecutivo de queda. Goiás (-2,2%) e Rio de Janeiro também assinalaram recuos mais intensos do que a média nacional, enquanto a região Nordeste (-0,5%) e Minas Gerais (-0,1%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Por outro lado, Bahia (2,2%) e Ceará (0,9%) mostraram os avanços mais elevados em outubro ante setembro. Os demais resultados positivos foram registrados por Pernambuco (0,3%) e Santa Catarina (0,2%).

A produção industrial no estado de São Paulo recuou 12,9% em outubro ante igual mês de 2014, resultado pior do que a média nacional (-11,2%) na mesma base de comparação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além do Amazonas (-20,6%) e Rio Grande do Sul (-16,6%), também registraram desempenhos negativos expressivos, na comparação entre outubro de 2015 e outubro de 2014, o Paraná (-14,3%) e Santa Catarina e Rio de Janeiro, ambos com queda de 11,1%. A média nacional no período acusou recuo de 11,2%.

Ceará (-9,3%), Bahia (-8,9%), Goiás (-7,8%), Minas Gerais (-7,7%), região Nordeste (-6,4%), Espírito Santo (-5,2%) e Pernambuco (-4,2%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em outubro ante igual mês de 2014.

Por outro lado, Mato Grosso (4,6%) e Pará (3,5%) assinalaram os avanços nesse mês. O IBGE atenta que outubro de 2015 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano passado, o que pode ter afetado os resultados em alguma magnitude.

Após quinta queda seguida, indústria paulista retorna a níveis de maio de 2004, diz IBGE

Após a quinta queda consecutiva na produção em relação ao mês imediatamente anterior, a indústria de São Paulo, principal parque industrial brasileiro, retornou a patamares de maio de 2004, afirmou Rodrigo Lobo, técnico da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro, o recuo da produção foi de 0,4% ante setembro, culminando na sequência negativa, que é inédita na série iniciada em janeiro de 2002.

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Com isso, a indústria de São Paulo já está num momento pior do que em dezembro de 2008, auge dos efeitos da crise internacional sobre o setor produtivo brasileiro. Hoje, as fábricas paulistas operam 21,6% abaixo de seu pico histórico, que foi em março de 2011.

A principal pressão negativa em outubro partiu dos derivados de petróleo e biocombustíveis. Mas não se trata de um impacto isolado. Na comparação contra outubro de 2014, a queda de 12,9% na produção paulista foi acompanhada por 17 das 18 atividades presentes no estado – além de ser a 20ª retração consecutiva.

O setor de veículos também é um destaque negativo em São Paulo. Desde automóveis até máquinas, caminhões e autopeças, todos os segmentos apresentam menor dinamismo mês a mês. Não suficiente, a atividade acaba deprimindo o resultado de outras regiões.

No Rio de Janeiro, a produção está 23% abaixo de seu pico histórico, verificado em fevereiro de 2011, e muito próximo do menor patamar da série (quando a distância do pico era de 24,8%). Estão nessa situação também o Paraná e o Rio Grande do Sul. “Nos locais onde há produção de veículos, essa é a atividade que impacta negativamente”, diz Lobo. Goiás, Bahia e Minas Gerais também são afetados.

No Amazonas, um dos destaques do mês por conta da queda de 4,9% na produção em outubro ante setembro, a pressão vem dos eletroeletrônicos e das motocicletas. Pará e Espírito Santo, antes beneficiados pelo vigor da indústria extrativa, acabaram penalizados pela atividade em baixa em outubro, embora continuem apresentando bons resultados no saldo de 2015.

Fonte: Jornal do Comércio