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Pressão da CUT-RS e MUS adia pela quinta vez a votação do projeto das RPVs de Sartori

3 novembro, terça-feira, 2015 às 6:02 pm

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RPVs 0311

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A pressão da CUT-RS e do Movimento Unificado dos Servidores (MUS) fez com que, após 5 semanas consecutivas, o governo Sartori não conseguisse levar à votação no plenário da Assembleia Legislativa o PL 336/2015, que prevê a redução das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 (R$ 31.520) para sete (R$ 5.516) salários mínimos.  Nesta terça-feira, dia 3, o projeto foi outra vez retirado da ordem do dia por falta de quórum dos parlamentares.

No começo da sessão, 54 deputados registraram presença em plenário. Já na verificação do quórum para dar início à votação de projetos só os parlamentares Mário Jardel (PSD) e Pedro Pereira (PSDB) fizeram a confirmação de presença – eram necessários 28 deputados. Assim que foi encerrada a sessão por falta de quórum, das arquibancadas, em coro, servidores comemoraram gritando “vitória, vitória”.

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Educadores de vários núcleos do CPERS  e demais servidores realizaram pela manhã visitas aos gabinetes dos deputados, pressionando pelo voto contrário ao PL 336. Durante a sessão, dirigentes da CUT-RS e representantes do MUS, que é formado por 44 entidades, entre elas o CPERS Sindicato, ocuparam as galerias para exigir dos parlamentares a rejeição do projeto de lei.

Os deputados afirmaram para a CUT-RS e ao MUS que líderes de todos os partidos irão pedir a retirada do PL 336 em reunião com o governador.

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“Eu concordo que esse projeto, sim, precisa ser mais debatido. Infelizmente, não há consenso nesse projeto. Acho que talvez seja necessária a retirada”, admitiu um dos deputados da base, Tiago Simon (PMDB), respondendo ao apelo dos servidores nas galerias, que gritavam em coro “retira, retira”.

Líder do PCdoB, Juliano Roso disse que o governo não tinha alternativa e deveria retirar da pauta “esse tipo de projetinho que não resolve nada e vai prejudicar muita gente”.

“O mais coerente é o governo retirar o projeto dessa Casa”, completou Valdeci Oliveira (PT), que foi líder do governo Tarso Genro (PT) e retirou proposta semelhante enviada à época, a pedido de sua própria bancada e dos aliados.

Representante do PTB, o deputado Luis Augusto Lara afirmou que nas nove audiências públicas realizadas no interior do Estado para debater o orçamento de 2016 recebeu pedidos para barrar o projeto das RPVs. Ele acrescentou que conversou com o líder do governo, Alexandre Postal (PMDB), para saber se era só a retirada de quórum ou do projeto do Legislativo, alternativa defendida por ele devido à “envergadura de pessoas que têm a vida modificada”. Até sexta-feira (7), o governo e a base devem tomar decisão sobre a retirada da proposta do Legislativo.

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Vitória da mobilização dos servidores

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, comemorou a nova vitória contra o projeto. “O movimento dos servidores, de modo particular o MUS, cumpriu o papel de pressionar as bases dos deputados estaduais, mostrando que eles não podem aprovar o calote que representa esse projeto do Sartori”, destacou.

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, salientou que “o novo adiamento fortalece ainda mais a resistência dos servidores e da sociedade gaúcha contra esse projeto nocivo e cruel, que impede que quem teve os seus direitos lesados pelo Estado possa receber o for decidido pela Justiça”.

“Essa foi a quinta tentativa do governo de aprovar o PL. Nós trabalhamos muito nessas cinco semanas, foi através das nossas ações e das visitas que realizamos aos gabinetes dos deputados, que hoje, mais uma vez, retiramos o PL 336 da pauta de votação. Mas, na próxima terça-feira, dia 10, não tem não votar. Vamos para a votação e vamos ganhar. Que o governo Sartori tenha a grandeza e retire esse PL e busque a saída para a crise do Estado de outra forma. Essa vitória não é da direção do CPERS, mas de cada um que enfrenta horas de viagem, que visita os gabinetes e que está sempre presente na luta”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Claudir na praça

 

Fonte: CUT-RS com CPERS e Sul21