Central Única dos Trabalhadores

Postura da Ford foi cruel com os trabalhadores, afirma presidente da CNM/CUT

13 janeiro, quarta-feira, 2021 às 9:48 am

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Ford aprova doações ao Rio de Janeiro

Ford aprova doações ao Rio de Janeiro

Dirigentes sindicais da CNM/CUT, Industriall-Brasil e da CUT se reuniram, durante o período da manhã desta terça-feira (12), para discutir a postura da Ford em relação ao fechamento das fábricas da empresa no Brasil, anunciada no início desta semana. Na parte da tarde foi divulgada uma nota das entidades sobre a saída da empresa do país e os impactos da medida para os trabalhadores e as trabalhadoras da multinacional.

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão, disse que a postura da Ford foi cruel, ainda mais com um governo como o de Bolsonaro, que só destrói direito do trabalhador e gera desemprego. “A única coisa que ele faz”.

“A empresa já tinha fechado uma planta em 2019, a de São Bernardo, então não foi a pandemia coisa nenhuma. Este governo que temos desestimula a indústria e não tem nenhum projeto de reindustrialização. Queremos uma postura responsável da Ford, porque não podemos deixar milhares de trabalhadores sem trabalho, num nível de desemprego que o país está e ainda sem auxílio emergencial”, destacou Paulão.

Reformas e mentiras

A medida da Ford tem sido justificada devido à instabilidade política e econômica do país e grande parte da imprensa está se aproveitando para dizer que é hora da reforma tributária.

Paulão disse que realmente é preciso de uma reforma tributária, mas ela precisa ser discutida com os trabalhadores e as trabalhadoras. Segundo ele, qualquer reforma que não for dialogada com a classe trabalhadora é mentirosa e só servirá para atender os interesses do mercado financeiro.

“Falaram que a reforma trabalhista geraria empregos, mentira! Depois, que a reforma da previdência melhoraria o mundo do trabalho, outra nefasta promessa. Agora estão dizendo que precisamos de uma reforma tributária, que eu até concordo. Mas reforma sem diálogo com a classe trabalhadora é golpe”, ressaltou.

 

 

Fonte: CNM/CUT