Central Única de Trabalhadores

Todo apoio à greve dos educadores gaúchos – Nota oficial da CUT-RS

7 junho, terça-feira, 2016 às 1:44 am

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CUT RS

Sem avanço nas negociações, os educadores gaúchos estão em greve por tempo indeterminado. A culpa é do governador José Ivo Sartori (PMDB), que sequer paga os salários em dia. Em janeiro deste ano, o governo aumentou o ICMS com a promessa de manter as contas do Estado em ordem. Cadê?

Enquanto Sartori parcela os salários, não concede reajustes e faz terrorismo, os professores e funcionários de escolas trabalham em instalações precárias e sofrem ameaças de retirada de direitos históricos, através do projeto de lei (PL 44/2016), que transfere serviços públicos para organizações sociais, retomando a velha política de privatização das funções do Estado, já derrotada pelos trabalhadores nos governos Rigotto e Yeda.

Indignados, os estudantes estão fazendo pela primeira vez ocupações de escolas na Capital e no Interior, mostrando solidariedade à greve dos educadores, denunciando a precariedade dos estabelecimentos e lutando por uma educação pública de qualidade no Estado.

Até agora, nenhuma proposta concreta foi apresentada por Sartori para atender a pauta de reivindicações do CPERS, o que mostra indiferença e profundo descaso do governo com o magistério, os alunos, os pais e a sociedade gaúcha.

Manifestamos todo o apoio e solidariedade à greve dos educadores e à comunidade escolar. Repudiamos as agressões contra estudantes de escolas ocupadas. Cobramos negociações imediatas do governo Sartori com o CPERS para que apresente uma proposta que atenda às justas reivindicações dos educadores e dos estudantes.

Exigimos que Sartori retire o PL 44/2016 da Assembleia Legislativa. Somos também contrários ao PL 190/2015, que institui no sistema estadual de ensino o “Programa Escola Sem Partido”, uma verdadeira bobagem porque a escola deve ser livre.

Combatemos ainda o PL 4.567/2016, do senador José Serra (PSDB-SP), aprovado no Senado e em tramitação na Câmara. O projeto visa enfraquecer a Petrobras e mudar o sistema de partilha do pré-sal, a fim de tirar recursos da educação e da saúde e entregá-los a empresas multinacionais estrangeiras.

Chamamos os trabalhadores e as trabalhadoras a apoiar também a greve dos educadores e expressar solidariedade aos estudantes que ocupam escolas. Essa luta é estratégica para a educação e o desenvolvimento do Estado.

Queremos uma escola pública de qualidade para construir o presente e o futuro do RS e do Brasil, o que começa com o respeito e a valorização dos educadores.

 
Porto Alegre, 2 de junho de 2016.

CUT RS

 

 

Fonte: CUT-RS