Central Única dos Trabalhadores

O triste fim da Corsan – Arilson Wünsch

25 novembro, quarta-feira, 2020 às 11:51 am

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Arilson1

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Sul21 - Fundada em 1965 para levar água e vida para a sociedade gaúcha, vê-se nesses últimos anos que as gestões estão levando a Companhia à “bancarrota” pelas desastrosas gestões que estão passando por nossos quadros. Gestões essas com a saga de desmanchar o bom serviço prestado pela Companhia aos municípios do RS.

Lamentavelmente hoje a gestão do atual presidente e do Governador quer entregar a Corsan para a iniciativa privada, ou seja, estão deixando a qualidade dos serviços de lado para atender o mercado.

E como se faz isso? É muito simples, basta não atender direito aos usuários que são a peça fundamental desse quebra cabeça. A Companhia está desde 2012 sem concursos públicos para nenhum dos cargos de operação e manutenção.

Mesmo com pessoas saindo por aposentadoria ou ainda por buscarem alternativas melhores, estamos ficando sem quadros para executar as tarefas. A inovação de agora é um concurso público fake com validade de seis meses para contratação emergencial antes que o sistema entre em colapso por falta de gente para operar. A ideia de entrega é tão grande que o planejamento é apenas de seis meses. Isso é triste para o povo gaúcho.

E quem sofre com esse descaso são os próprios funcionários que ficam e têm que se redobrar para cumprir as tarefas, mas principalmente a sociedade, que vê os serviços diminuírem. Ainda faz parte da receita do bolo da privatização não adquirir materiais, peças de reposição de qualidade. Logo, conserta-se a rede e ela volta a apresentar problemas, causando prejuízos para a Companhia.

Temos uma situação trágica para enfrentar. Ou a sociedade e os políticos se posicionam na defesa da Companhia que serve a mais de 300 municípios ou entregaremos para a iniciativa privada toda gestão da água e do saneamento. O agente operador já está na Corsan. Cabe à FAMURS também se posicionar.

Todos sofrerão, mas quem sofrerá as maiores consequências serão os municípios menores. Triste realidade que estamos passando.

 

Arilson Wünsch é presidente do SINDIÁGUA/RS

 

Fonte: Sul21