Central Única de Trabalhadores

CUT completa 33 anos de luta e resistência! – Carmen Foro

29 agosto, segunda-feira, 2016 às 11:28 am

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Carmen Foro1

Carmen Foro1

Neste domingo a CUT completa 33 anos de uma trajetória marcada por grandes lutas e conquistas com representações dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, da cidade, dos mais diversos segmentos, ramos e que agrega todas as categorias existentes em nosso país.

Como organização autônoma e democrática, de caráter classista, a CUT foi fundada em 28 de agosto de 1983, em São Bernardo do Campo (SP), durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).

Desde então, a Central Única dos Trabalhadores vem atuando na disputa da hegemonia e das transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial.

Destaco aqui a marcante e significativa presença dos rurais que tem se dado desde a articulação, a fundação, bem como em todos os processos vivenciados durante esses anos de existência da Central e que desencadearam a consolidação da CUT como a maior organização sindical do país, e a 5ª maior do mundo.

Nessas mais de três décadas a Central Única dos Trabalhadores tem enfrentado, sempre, com muita resistência, diferentes cenários marcados pela intensa luta de classes.

Todas essas lutas resultaram em conquistas que produziram importantes mudanças nas vidas dos brasileiros e brasileiras, que conquistaram o direito a ter políticas públicas, bem como o direito a ter ampliado seu protagonismo na sociedade brasileira.

O legado da CUT está fortemente marcado nas mudanças significativas que vêm sendo feitas no mundo do trabalho, no campo político de atuação do movimento sindical brasileiro, respeitando sempre seus princípios, de massa, classista, independente, com uma concepção, estrutura e uma prática sindical características desses componentes, norteados sempre pela pluralidade, a diversidade, discutindo e construindo uma política democrática tanto interna como externamente.

Uma dessas mudanças foi a conquista da paridade de gênero, aprovada no 11º Congresso Nacional da CUT e consagrada nas eleições das Direções Nacionais e da Executiva Nacional durante os Congressos Estaduais e Nacional no processo de realização do 12º CONCUT.

Tudo isso se reflete de forma bastante positiva na consolidação do projeto político-organizativo da CUT, por representar o exercício da democracia, a unidade classista e o respeito às decisões dos fóruns, decisões essas tão necessárias para o avanço da própria organização da classe trabalhadora.

A CUT completa 33 anos numa conjuntura bastante complexa e desafiadora, que impõe um cenário adverso para o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras. Cenário esse conduzido pelo governo interino golpista e ilegítimo, e nesse contexto, junto com movimentos sociais parceiros, a CUT vem travando uma intensa luta contra o golpe, contra a retirada de direitos dos trabalhadores/as e em defesa da democracia.

Nessa perspectiva, estamos celebrando o aniversário da CUT fazendo o que sabemos fazer de melhor: organizando e mobilizando a classe trabalhadora em defesa dos direitos, da democracia e contra o golpe. Temos consciência do importantíssimo papel que a CUT tem tido nesse momento em que o Brasil vive um contexto de importantes definições e estamos mais cientes ainda de que temos a Central como a melhor construção da classe trabalhadora nos últimos 35 anos, cumprindo um papel de Central mais atuante, mais combativa na luta por democracia, na luta por uma sociedade mais justa, socialista e como um instrumento fundamental à luta de classes no Brasil.

Com a mesma energia que criamos nossa Central, continuaremos buscando construir um país cada vez melhor para todo povo brasileiro. Foi na luta, com garra que a CUT chegou ao patamar que se encontra hoje e será na luta, sempre ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, que a maior central sindical do país e a quinta maior do mundo continuará fazendo história.

 

Carmen Foro é vice-presidente nacional da CUT.

 

Fonte: CUT Nacional