Central Única de Trabalhadores

Contra retrocessos nas regras para as aposentadorias! – Carmen Foro e Junéia Martins

8 setembro, quinta-feira, 2016 às 6:33 pm

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Jornais da grande mídia anunciaram esta semana que o golpista Michel “Fora” Temer decidiu que ainda este mês enviará reforma da Previdência ao Congresso.  A medida foi anunciada pelo Ministro da Secretaria de Governo, Geddel, sendo um dos pontos fixar idade mínima de aposentadoria para 65 anos para homens e mulheres. As regras serão as mesmas também para os trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e do privado.

O governo defende que a medida seria essencial para equilibrar o orçamento e conter o endividamento, mas segundo estudo elaborado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, o déficit da Previdência É UM MITO IRRESPONSÁVEL!

O estudo também confirma o que nós mulheres sempre falamos, o país ainda não está socialmente preparado para a igualdade de condições previdenciárias entre homens e mulheres, havendo outras políticas públicas preliminares para adequação da realidade social, inclusive implantação efetiva de similaridade na remuneração e nas condições de trabalho para ambos os sexos.

A trajetória profissional das mulheres dificilmente será igual a dos homens e isso reflete em condições de trabalho, diferenças salariais, responsabilidades domésticas e de cuidados que impactam diretamente sobre a forma como entram e permanecem no mercado de trabalho.

Como mostram pesquisas, mulheres negras ocupam os piores cargos e recebem os piores salários, além de serem as principais vítimas da violência e do preconceito.

As trabalhadoras rurais têm um cotidiano de trabalho que não é considerado muito menos valorizado aos olhos do mercado, mas que é essencial para a reprodução da vida.

Menor formalização, desqualificação do trabalho e salários inferiores ao dos homens tem impacto direto na vida das mulheres e em suas aposentadorias.

Essa reforma da previdência anunciada por este governo golpista vai contra os interesses da classe trabalhadora, visa atender apenas os interesses do mercado. Trabalhadoras rurais e urbanas serão as mais impactadas.

A CUT já se posicionou contra medidas que representam retrocessos, como o aumento da idade para a aposentadoria ou equiparação entre homens e mulheres do tempo de vida mínimo exigido para obtenção do benefício. Diante disso, temos o desafio de aprofundar o debate sobre esse tema que está diretamente ligado com os temas que tem incidência direta nessa questão entre eles: licença parental, ratificação da convenção 156 da OIT, compartilhamento das responsabilidades familiares e igualdade de oportunidade no mundo do trabalho.

Não a mais uma reforma que retira direitos da classe trabalhadora e penaliza ainda mais as mulheres!!! Precisamos estar nas ruas, nas redes e nos locais de trabalho denunciando estas medidas e lutando para que não tenhamos nenhum retrocesso na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores.

#ÉPelaVidaDasMulheres #NenhumDireitoAMenos

 

Carmen Foro, vice-presidente da CUT, e Junéia Martins, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT

 

Fonte: CUT Nacional