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Basta de agressões e violência: Justiça já para Lula e para o povo brasileiro – Valeir Ertle

26 junho, quarta-feira, 2019 às 8:58 am

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Valeir

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As manobras e artimanhas entre o Ministério Público Federal, liderado por Dallagnol, e a Justiça Federal, com Moro à frente, revelam uma promiscuidade inimaginável entre promotores e juízes, como acertadamente afirma a nota do Coletivo Jurídico Nacional da CUT. E há evidências de forte participação de agentes americanos nestas ações de depravados, todos interessados em tomar as riquezas de nosso país e concentrar ainda mais os recursos nas mãos de poucos milionários e seus comensais.

Perdeu a democracia, o Brasil e Lula. Mas perdeu principalmente a classe trabalhadora brasileira, que sente no corpo e na alma as péssimas condições de vida e a fome tomarem de assalto suas vidas. De todos os ângulos é visível que a economia parou.

Os cortes governamentais reduziram ainda mais o consumo das famílias pobres e de classe média baixa, impactando negativamente as empresas, o emprego e a geração de renda. Lojas e casas de comércio têm fechado suas portas, fábricas e indústrias fecharam ou reduziram suas atividades e mandaram embora milhares de trabalhadores. O desemprego e o desalento não param de crescer.

Enquanto o governo Jair Bolsonaro e seus três filhos pregam a distribuição de armas e fuzis automáticos, o que se vê no país são ações violentas contra negros, mulheres e até crianças nas escolas. O feminicídio e a insegurança pública são dados inegáveis da cruel realidade que vivenciamos diariamente. A percepção que se tem é que as atrocidades têm forte relação com a postura armamentista e com os jeitos violentos de viver pregados pelo presidente, seus filhos e seguidores.

As recentes denúncias reveladas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, apontando o envolvimento da família Bolsonaro com as milícias e a criminalidade ocupam tardiamente as páginas dos jornais. Aos poucos cresce a percepção de que quem levou uma facada não foi o candidato, mas os seus eleitores.

Adotando o violento estilo Jack Estripador, o governo Bolsonaro está esquartejando nossas empresas e riquezas para vender em fatias e como peças de carros de desmontes. Pouco lhe importa as consequências para o povo e para o país. A Vale, que era do Rio Doce, depois de privatizada tornou-se amarga, tamanho o sofrimento das famílias atingidas pelas ondas de lama que romperam barragens e tiraram as vidas de trabalhadores.

Contam-se aos milhares os empregos e os dólares perdidos com a queda nas exportações de produtos brasileiros para o exterior. Mercados duramente conquistados nos governos Lula e Dilma são destruídos pela insanidade de um governo que se orienta por um lunático que vive nos EUA. Governo cuja grande parte da equipe mente descaradamente sobre a formação acadêmica e cujas ideias se confundem com a mentalidade vigente no período mais obscuro da idade média, quando se queimava vivos cientistas, mulheres e pesquisadores em nome de crenças, hoje já desmistificadas pelas descobertas científicas.

Os espaços onde deveriam florescer a vida, a esperança e a fé tornaram-se ambientes onde o que se vê é o sofrimentos de famílias que já não têm onde morar, sujeitando-se à violência urbana predominante nas ruas, avenidas, marquises e embaixo de viadutos. Movidos pelo ódio e pelo desejo de eliminar as famílias em condições de miserabilidade, por eles considerados indesejáveis, os governantes ampliam os cortes nos programas de proteção social e incentivam ações violentas da polícia e de jovens fascistas, por meio de mensagens simbólicas.

Para destruir os sonhos de um mundo e uma vida melhor para nossa juventude realizam cortes radicais nas verbas da educação pública, da pesquisa científica e nas bolsas de estudos. Da mesma forma que destroem o futuro das novas gerações, buscam transformar a vida em mercadoria de alto valor, ao iniciar a destruição do sistema público de saúde, o SUS.

Liderados pelo presidente e seus filhos, membros e seguidores do governo já não se limitam a fazer “arminhas” com mãos e braços. Agem dia e noite para destruir tudo que beneficia os que mais precisam, tudo que represente o avanço civilizatório da humanidade. São muitas e inumeráveis as perdas sociais. Agora está sendo a vez do regime de aposentadorias. O ódio e a crueldade deste desgoverno tenta destruir o sonho de uma velhice segura e tranquila para todos e todas. Por meio da reforma da previdência mantêm os privilégios dos ricos e acabam com as esperanças dos pobres de terem uma aposentadoria pelo menos razoável.

O sistema de capitalização que pretendem aprovar, em substituição ao sistema de repartição simples e solidária de nosso sistema previdenciário, vai beneficiar apenas aos banqueiros e agiotas. Os mesmos que criam empresas de capitalização para recolher dos bolsos dos trabalhadores depósitos mensais e depois não têm condições de pagar um benefício minimamente decente. Como está ocorrendo no Chile, que adotou este sistema, e o povo chileno sai às ruas pedindo o retorno ao sistema anterior.

O povo pobre não consegue poupar nem o FGTS, cujo desconto é obrigatório, imagine se terá dinheiro para depositar todos os meses em um banco para usar apenas depois de se aposentar com mais de 62 anos, se mulher, e 65 anos, se homem, e depois de 40 anos de contribuição.

Basta de mentiras, basta de armações e manobras, chega de violência contra nossos direitos e as nossas vidas. A CUT e as centrais sindicais, aliadas aos movimentos populares e democráticos, contam com todos e todas que pensam no seu futuro e no de seus filhos. Juntem-se ao povo e venham para as ruas, praças e avenidas protestar contra esta situação inaceitável. Vamos dar um basta a estas arbitrariedades e defender nossos legítimos direitos.

 

 

Valeir Ertle é secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT

 

 

Fonte: CUT Nacional