Central Única de Trabalhadores

Apagão na segurança pública do RS é culpa do governo Sartori – Claudir Nespolo

3 agosto, quarta-feira, 2016 às 9:24 pm

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Claudir grande

Claudir grande

É impossível folhear jornais, ouvir rádio, ver televisão e não se aterrorizar com os casos de violência. Só no último final de semana, 14 pessoas foram assassinadas na Região Metropolitana de Porto Alegre, sendo que 8 delas ocorreram no bairro Rubem Berta, na Capital. Casos de assaltos fazem parte das rodas de conversas de amigos e vizinhos. É difícil não termos alguém na família que ainda não foi vítima deste tipo de violência.

Milhares de pessoas encontram-se em pânico restringindo a sua mobilidade. A criminalidade invade os nossos lares, através de programas televisivos sensacionalistas, que só contribuem para aumentar o pavor e gerar impotência. Vídeos de violência cotidiana são virilizados nas redes sociais. A intolerância e o retorno de práticas coletivas de autodefesa de séculos passados são exaltados pelo senso comum.

Para enfrentar este apagão na segurança pública, o governo Sartori cortou investimentos, cancelou nomeações, interrompeu a realização de concursos e humilha o conjunto dos servidores com o parcelamento dos salários. Em consequência, delegacias abarrotadas de presos se transformam em presídios.

A escassez de policiais é gritante. Não se investe na compra de equipamentos de segurança (carros, armamentos) e de inteligência. Acumulam-se casos de crimes não investigados e a cada dia cresce a demanda de perícias não atendidas.

Todos os indicadores de segurança aumentaram nestes últimos meses. De janeiro a junho deste ano ocorreram 407 assassinatos, um crescimento de 34%. Nos últimos quatro meses ocorreram 740 assaltos de ônibus em Porto Alegre. O crime organizado expande os seus tentáculos, delimitando zonas de domínio nas grandes cidades do RS e o cidadão fica refém da situação.

A história prova que a insegurança e a violência são portas abertas para barbarização da vida social. A gravidade da situação e a postura do governo em prolongar este estado de humilhação dos servidores exigem da nossa parte uma ação coordenada de repúdio e mobilização. Juntos somos fortes, separados seremos presa fácil de criminosos e de governos que andam de costas para a sociedade.

A CUT-RS expressa total solidariedade com os trabalhadores em luta e reafirma o seu compromisso na defesa intransigente de um serviço público de qualidade com servidores respeitados, valorizados e bem remunerados.

 

 

Claudir Nespolo
Presidente da CUT-RS

 

 

Fonte: CUT-RS