Central Única de Trabalhadores

Plenária Interestadual da CUT mobiliza por empregos, direitos e Lula livre nesta sexta em Porto Alegre

12 julho, quinta-feira, 2018 às 11:56 pm

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Plenária Interestadual

Card - plenária

A CUT realiza nesta sexta-feira (13) uma Plenária Interestadual, que começa às 9 horas, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, com a participação de dirigentes de entidades filiadas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O objetivo é mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras em defesa da democracia e dos direitos, dar continuidade à campanha Lula Livre – Lula Presidente, debater as estratégias de luta e lançar a plataforma da CUT e da classe trabalhadora para as eleições de outubro deste ano.

O encontro contará com a presença de Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, que está acompanhando a série de plenárias que a CUT está organizando em todas as regiões do País para debater estratégias de mobilização nas bases em defesa da democracia e dos direitos. “O povo não quer privatização, não quer uma previdência privatizada, saúde privatizada, educação privatizada, a Petrobras privatizada, muito menos desemprego”, salienta.

Vagner2

Também estará presente Gilberto Carvalho, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, que tem atuado junto aos movimentos sociais em defesa da democracia e da liberdade para Lula. “Nós vamos até o fim com Lula, não descansaremos, o coração do povo brasileiro quer Lula para voltar a sonhar, para voltar a ter uma pátria justa, fraterna e igualitária”, enfatiza.

Gilberto Carvalho

Ato no TRF-4

A plenária acontece no Dia Nacional de Mobilização contra os desmandos do TRF-4 e do juiz Sérgio Moro. Trata-se de uma resposta às manobras jurídicas e políticas ocorridas no último domingo (8), quando o desembargador de plantão do TRF-4, Rogério Favreto, concedeu um habeas corpus para soltar o ex-presidente Lula, preso político desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. No entanto, o alvará de soltura não foi cumprido, após pressões descabidas e ilegais de Moro, mesmo de férias, e dos desembargadores João Pedro Gebran Neto e Carlos Thompson Flores.

TRF4 1

Haverá ato, às 14 horas, em frente à sede do TRF-4, para denunciar a perseguição e a prisão política ao ex-presidente e reafirmar a defesa de Lula livre para ser candidato nas eleições de outubro.

Dia Nacional do Basta

Os dirigentes da CUT também lançarão a mobilização para o dia 10 de agosto, quando haverá protestos em todo o país contra os prejuízos que a classe trabalhadora e toda sociedade vêm enfrentando desde o golpe parlamentar, jurídico e midiático de 2016.

Será o chamado DIA NACIONAL DO BASTA (Basta de desemprego, basta de aumento dos combustíveis, basta de retirada de direitos, basta de desigualdade, basta de manipulação da mídia, basta de privatizações, basta de perseguição a Lula).

Ato contra reforma trabalhista

Além dos debates e encaminhamentos, será realizado um ato público, às 11h30, contra a reforma trabalhista, em frente ao Hotel Sheraton, no bairro Moinhos de Vento, com a participação de outras centrais sindicais. No local estará ocorrendo uma reunião-almoço, com “inscrições gratuitas”, promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, presidida pelo ex-ministro do Trabalho e deputado golpista Ronaldo Nogueira (PTB-RS), e organizada por confederações e federações empresariais.

Com propagandas enganosas de página inteira em diversos jornais da Capital, além de anúncios em rádios e sites, os grandes empresários e o deputado, em pré-campanha às eleições de outubro, querem “comemorar” o primeiro aniversário da famigerada lei 13.467/2017, que não cumpriu a promessa de gerar seis milhões de empregos, mas precarizou o mundo do trabalho.

Porto Alegre  130718

“É uma das grandes mentiras do século. O que estamos experimentando, na prática, é uma queda brutal dos salários, a retirada de direitos fundamentais dos trabalhadores e a precarização do trabalho. Se tem alguém ganhando com a reforma trabalhista são os empresários, que reduziram significativamente os custos da mão-de-obra em detrimento dos direitos trabalhistas”, afirma Amarildo Cenci, secretário-geral adjunto da CUT-RS. Para ele, “trata-se, isto sim, de um dos maiores retrocessos nas conquistas civilizatórias da classe trabalhadora brasileira desde 1943, quando Getúlio Vargas assinou a CLT”.

 

 

Fonte: CUT-RS