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Planos de saúde lideram outra vez ranking de reclamações de consumidores do Idec em 2017

13 março, terça-feira, 2018 às 10:45 am

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Planos de saúde

Planos de saúde

Os planos de saúde lideram o ranking de reclamações de consumidores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pelo sexto ano consecutivo, com 23,4% do total das queixas recebidas pelo Instituto em 2017.

A maior parte das reclamações dos consumidores é sobre reajuste abusivo dos planos, especialmente empresariais e coletivos. Os usuários também reclamam das negativas de cobertura e falta de informações sobre os planos.

“É histórico que esse tema esteja entre os mais problemáticos em nossos atendimentos. A maioria das dúvidas que chegam diz respeito aos reajustes abusivos, principalmente os de planos empresariais ou coletivos, negativas de cobertura e problemas com a ausência de informações adequadas sobre os planos”, explica Igor Marchetti, advogado e analista de relacionamento com o associado do Idec.

Problemas na compra de produtos

Em segundo lugar no ranking do Idec estão reclamações relacionadas à compra de produtos (18,8%), setor que ultrapassou o ramo dos serviços financeiros.

Os consumidores reclamaram de produtos com defeito, descumprimento de oferta e falha nas informações prestadas pelas empresas.

Instituições financeiras e telecomunicações

Em terceiro lugar ficou o ramo financeiro, com 16,7%. As instituições financeiras foram vice-líderes em queixas nos dois anos anteriores. A maior parte dos problemas é relacionada a problemas com cartão de crédito, conta corrente e crédito pessoal.

O quarto colocado foi o setor de telecomunicações – telefonia móvel e fixa e TV por assinatura -, com 15,8% das reclamações. A TV por assinatura é a maior fonte de reclamações, seguida pelos problemas com telefonia e internet.

O Idec, que divulgou os dados nesta segunda-feira (12), registrou em 2017 um total de 6,5 mil atendimentos, dos quais 3.792 foram sobre dúvidas de consumo.

Serviços essenciais à população

Uma novidade do ranking deste ano foi o aumento de atendimentos de reclamações sobre os serviços de Água, Energia Elétrica e Gás, que, juntos, foram responsáveis por 7,2% das demandas. Com isso, esses serviços passaram a aparecer no ranking como uma categoria própria, diminuindo o percentual classificado como outros.

Com exceção de produtos, todos os outros segmentos apontados no ranking são regulados por órgão federais, o que indica que ainda há caminhos importantes para serem percorridos para a proteção do consumidor.

“Para o Idec, os resultados demonstram que a atuação de agências reguladoras, que são órgãos governamentais com papel de monitoramento, fiscalização, regulamentação e controle com foco no interesse público, ainda é ineficiente para proteger os consumidores e cidadãos de abusos praticados no fornecimento de bens e serviços. Por isso é importante que em semanas como essa, os problemas enfrentados pelos consumidores sejam debatidos e amplificados para toda a sociedade,” destaca Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto.

 

 

Fonte: Marize Muniz – CUT Nacional