Central Única dos Trabalhadores

Pelo 3º dia consecutivo, RS tem recorde de mortes por covid-19

30 julho, quinta-feira, 2020 às 8:13 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

Teste rápido de COVID-19

Teste rápido de COVID-19

Sul21 – Como vem acontecendo desde terça-feira (28), o Rio Grande do Sul voltou a registrar número recorde de óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas. Foram 75 mortes associadas à doença, além de 2.041 novos casos de covid-19, que já contaminou, oficialmente, 66.473 pessoas no Estado. As mortes relacionadas à doença estão em 1.825 desde o início da pandemia.

As vítimas fatais registradas hoje são dos municípios de Alvorada (2), Barão do Triunfo, Bento Gonçalves (3), Campo Bom (2), Canela, Canoas, Capão da Canoas, Carlos Barbosa, Caxias do Sul (4), Eldorado do Sul, Esperança do Sul, Estância Velha, Glorinha, Gravataí (4), Guaporé, Lajeado, Novo Hamburgo (3), Passo Fundo (3), Pedro Osório (2), Pelotas, Pinheirinho do Vale, Porto Alegre (15), Rio Grande (2), Rolante, Santa Maria, Santo Ângelo, São Gabriel, São Jerônimo, São José do Norte, São Leopoldo, Triunfo (2), vacaria, Viamão (3).

Porto Alegre (323), Canoas (89), Novo Hamburgo (85), Passo Fundo (75) e Bento Gonçalves (72) são a cidades com mais mortes pela doença no Estado. Dos 497 municípios do RS, 466 já registram ao menos um caso de coronavírus, o que equivale a 94%.

Na tarde desta quinta, as UTIs do Estado estavam com 75,7% de sua capacidade esgotada. Em Porto Alegre, 86,24% dos leitos de UTI estavam ocupados por volta das 16h30, com 339 pacientes estre diagnosticados e com suspeita de contaminação pela covid-19.

Brasil registra mais 1.129 óbitos por coronavírus e ultrapassa 91 mil mortes

Sul21 – O Brasil registrou 1.129 óbitos por coronavírus na últimas 24 horas e tem agora 91.263 mortes relacionadas à doença. Também foram confirmados, nesta quinta-feira, 57.837 novos casos da doença, que já contaminou ao menos 2.610.102 pessoas no país. De acordo com o Ministério da Saúde, 1.824.095 pacientes são considerados recuperados e 3.591 óbitos ainda estão em investigação.

Desde o início da pandemia no país, em março, a curva de novos casos e mortes segue em ascensão. O período prolongado de mortes em massa passa pela “naturalização da tragédia”, nas palavras de cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao contrário de outros países afetados pelo vírus que adotaram o isolamento social, o Brasil vive a estabilidade das mortes em momentos de pico, acima de mil mortos por dia.

Em alguns estados, os governadores já articulam a volta às aulas. É o caso de São Paulo e Rio de Janeiro, estados com mais mortes por covid-19. Estudo da Fiocruz alerta que o retorno precoce das aulas pode colocar em risco 9,3 milhões de pessoas, e pode provocar a morte de até 35 mil idosos, maior grupo de risco. Entretanto, as vidas em risco não valem mais do que a ânsia de empresários pelo retorno de suas atividades e lucros.

São Paulo tem 22.710 mortes e 529.006 casos da doença. Rio de Janeiro registra 13.348 óbitos e 163.642 contaminados pelo coronavírus.

 

 Foto: Mauricio Vieira/Fotos Públicas

 

Fonte: Sul21