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Pandemia já tirou mais de 166 mil vidas no Brasil e segue com média alta de mortes

17 novembro, terça-feira, 2020 às 1:17 pm

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Doente2

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Desde o início da pandemia, em março, até a manhã desta terça-feira (17), o Brasil já perdeu 166.078 vidas para a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, segundo o consórcio de imprensa.

No total, 5.876.791 de pessoas foram contaminas, muitas se recuperaram e outras seguem com sequelas leves, como muito cansaço, ou graves como problemas no coração e na circulação.

A pandemia segue registrando números altos diários de mortes e contaminações, apesar de reabertura da economia em todo o país.

Em São Paulo, durante semanas médicos alertaram para o aumento do número de internações em hospitais particulares. O governo do estado dizia que não era bem assim. Até ontem, quando o governador João Doria (PSDB) voltou atrás na sua ideia de flexibilizar totalmente a economia no estado.

Agora, depois do primeiro turno das eleições municipais, se sabe que nos hospitais públicos também vem aumentando o número de internações.

Por causa do aumento de 18% nas internações por Covid-19, o governo de São Paulo, estado mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, com 1.117 milhão de casos e 39.311 óbitos, decidiu adiar a reclassificação que estava programada para esta segunda-feira (16) do Plano SP. O plano é o conjunto de medidas restritivas adotadas para controlar a pandemia do novo coronavírus no estado.

O Coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo criticou o clima de normalidade observado nos últimos dias.

“Não devemos considerar como significado definitivo esse aumento. Serve como precaução para que reforcemos orientação de distanciamento social. Ainda não dominamos esse vírus e não temos controle sobre a pandemia", explicou.

Reportagem da RBA mostra que o estado de São Paulo registrou média móvel de mais de mil internações decorrentes da Covid-19 neste domingo (15). Na última quarta-feira (11), foram 1.145, o maior registro desde 10 de outubro. De acordo com a matéria, 13 das 17 regiões paulistas registraram aumento de internações.

No Hospital Albert Einstein, as internações deram um novo salto nesta semana, com um aumento de 66% em relação ao número de leitos ocupados entre setembro e o começo deste mês, segundo o UOL.

O boletim fechado na segunda (16) mostra que há 83 leitos ocupados por pacientes com diagnóstico confirmado para a Covid-19.

Da última semana de setembro ao dia 12 de novembro, a média de internações oscilou entre 50 e 55 pacientes infectados pela Covid-19.

Dados do Brasil

O balanço do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta segunda-feira (16), indicava 216 novas mortes registradas entre domingo (15) e segunda-feira (16).

No mesmo período, foram confirmados 13.371 novos diagnósticos positivos. Lembrando que, normalmente, os dados dos finais de semana são menores por causa da escala de plantão dos laboratórios.

A análise dos dados do Ministério mostra que 16 estados mais o Distrito Federal apresentaram alta na média móvel de mortes: PR, RS, SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AP, RO, RR, TO, PE e RN.

Outros 6 estados estavam estáveis, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: RJ, PA, BA, CE, MA e PB.

E em 4 estados estavam em queda: AM, AL, PI e SE.

Rio Grande do Sul

Com 24 óbitos registrados nas últimas 24 horas, conforme boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta segunda-feira (16), sobe para 6.243 o número de vítimas por covid-19 no Rio Grande do Sul. O estado também já registra 279.872 infectados pela doença, com a confirmação de 1.284 novos casos pela SES. Dos confirmados, 260.237 (93%) são considerados recuperados.

As vítimas fatais registradas hoje foram em Porto Alegre (3), Gravataí (2), Venâncio Aires (2), Canoas, Esteio, Ijuí, Carazinho, Santo Ângelo, Capão da Canoa, Estância Velha, Vacaria, Santiago, Arroio do Meio, Nova Hartz. Rio Pardo, São Jerônimo, Tapes, Catuípe, São José dos Ausentes e Salvador das Missões. 

A taxa de ocupação de leitos de UTI no estado estava em 75%, às 18h de hoje, sendo 1.897 pacientes em 2.531 leitos de UTI. Já em Porto Alegre, a taxa de ocupação fechou a segunda-feira em 89,66%. 

Dos casos confirmados da doença no estado, 44% são mulheres (136.213) e 51% (143.659) homens. A maioria dos casos compreende pessoas de 30 a 39 anos (63.2508 casos). Já em relação à raça, a predominância é de pessoas declaradas brancas, com 222.786, seguido de não informados (28.417), pretos (13.128), pardos (10.256), amarelos (4.149) e indígenas (1.136). 

No estado, 17.682 profissionais da saúde foram diagnosticadas com a doença, assim como 10.201 imigrantes e 911 pessoas privadas de liberdade.

 

Fonte: CUT Brasil e Brasil de Fato RS