Central Única de Trabalhadores

Oficina discute ação sindical nas empresas transnacionais

19 outubro, segunda-feira, 2015 às 9:09 pm

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Transnacionais

O Instituto Observatório Social (IOS), a Central Única dos Trabalhadores e a Fundação Friedrich Ebert promoveram na última quarta-feira (14) a oficina “Confrontando o poder das Empresas Transnacionais: desafios e respostas sindicais”. A atividade, que reuniu sindicalistas, ativistas, professores, pesquisadores e alunos da GLU (Global Labour University) de 10 países, foi realizada em paralelo ao 12º Congresso Nacional da CUT, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo (SP).

A mesa de debate teve a participação de Michael Fichter, professor da Universidade Livre de Berlim, Hélio da Costa, coordenador de Responsabilidade Social do Instituto Observatório Social, e Leonardo Mello, professor da Universidade de São Paulo, com a moderação da secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Michelle Silva Marques.

Para Michael Fichter, apenas sindicatos organizados e combativos podem enfrentar a dominação das empresas transnacionais nos âmbitos local, nacional e global. “ Essas empresas têm se beneficiado de diversos incentivos fiscais e mercado de trabalho desregulamentado, mas apenas as entidades sindicais têm o poder de proteger os direitos dos trabalhadores e representar seus interesses fundamentais em um mundo tão globalizado”, afirmou o acadêmico.

“Este problema traz também a oportunidade para os sindicatos terem melhores ideias para a formulação de políticas sindicais, solidariedade de classe e organização no local de trabalho”, completou a secretária da CNM/CUT.

Já o coordenador do IOS lembrou que entre os principais instrumentos existentes para os trabalhadores enfrentarem as empresas transnacionais é o Acordo Marco Global (AMG). “O Acordo Marco é uma importante ferramenta para assegurar direitos básicos aos trabalhadores, como o direito de organização sindical e de negociação coletiva em todos os países. Além disso, o Acordo Marco respeita as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, explicou Costa.

A partir da discussão dos AMG’s, o professor Leonardo Mello apresentou uma pesquisa com dirigentes diretamente envolvidos com a formulação da política de 15 redes sindicais nos ramos químico e metalúrgico. Segundo ele, a rede é uma estratégia importante de combate ao desrespeito aos direitos trabalhistas e às práticas antissindicais nas empresas transnacionais.

“A articulação das redes sindicais teve impacto positivo no sindicalismo brasileiro. Ela é capaz de conquistar novos benefícios e fortalecer a organização no local de trabalho, tanto nacionalmente quanto internacionalmente”, disse.

 

Fonte: CNM-CUT