Central Única dos Trabalhadores

No 8 de março, Sindisaúde-RS vai homenagear trabalhadoras que perderam suas vidas na pandemia

6 março, sábado, 2021 às 4:32 pm

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Ato pela memória

Ato pela memória

BdF – Nesta segunda-feira, 8 de março, às 8h, além de resgatar a história do surgimento da luta das mulheres, será o dia para homenagear as mulheres da área da saúde que perderam as suas vidas no combate à covid-19. É com esse objetivo que o Sindisaúde-RS estará no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre.

Segundo explica Claudete Rodrigues Miranda, técnica de enfermagem do Grupo Hospital Conceição (GHC) e vice-presidente do Sindisaúde-RS, além de relembrar a história do Dia Internacional da Luta das Mulheres, o ato "vai lembrar de que nós, nesse momento, trabalhadoras da saúde, estamos passando esses últimos 12 meses". 

"Estamos na linha de frente convivendo com a adversidade da nossa vida. E não teríamos como fazer isso, homenagear as mulheres em vida, e deixar as vidas que foram perdidas durante esse período. Nossas colegas que trabalharam uma vida toda, pessoas que estavam há anos na enfermagem, outras nem tanto, mas que estavam lá fazendo aquilo que gostavam e que perderam as suas vidas", disse.

Para a homenagem, mas evitando aglomeração, a diretoria da entidade estará com as vestimentas brancas que têm caracterizado os atos do sindicato em meio à pandemia. Uma estrutura simples será levada ao local, onde serão exibidos os nomes de algumas dessas trabalhadoras.

O ato também servirá para chamar a atenção da população de que as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde não desejam só palmas, mas reconhecimento e respeito. A dirigente sindical pontua que, se a pandemia mudou a rotina das pessoas, para quem está na linha de frente a mudança foi mais significativa, redobrando os cuidados.

“É uma escolha entre vida e morte. Essa escolha que, por exemplo, a Mara Rúbia, a primeira trabalhadora da saúde no RS que perdeu sua vida na pandemia, colega nossa no GHC (Grupo Hospitalar Conceição), não pôde fazer. Ela só escolheu cuidar do outro, e cuidar do outro é estar suscetível a perder a sua vida”, desabafa, dizendo que no ato cada um dos manifestantes carregará o sentimento e história de todas as mulheres que passaram por esse período.

De acordo com Claudete, a estimativa é que no Estado tenham se perdido de 15 a 20 vidas de mulheres ligadas ao sindicato.

 

Fonte: Brasil de Fato