Central Única dos Trabalhadores

Mínimo regional do Paraná aumenta 10,16% em janeiro, variando de R$ 1.617 a R$ 1.870

13 janeiro, quinta-feira, 2022 às 4:27 pm

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Piso do Paraná1

Piso do Paraná1

O Paraná continuará com o maior salário mínimo regional do país em 2022. O Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter) esteve reunido nesta quarta-feira (12), logo após a reunião do GT do Piso Regional, que estabeleceu os valores do mínimo regional para o ano de 2022 aos seus 4 grupos, com o critério de arredondamento sempre para cima, quando o valor não for inteiro.

Ficaram definidos os valores para 2022 dentro da politica de construção do mínimo regional, através da composição tripartite do Ceter (representantes do governo, da CUT-PR e mais cinco das principais centrais sindicais, e de seis federações empresariais).

O reajuste será feito pela aplicação do INPC de 2021, que foi de 10,16%, nos quatro grupos salariais, variando de R$ 1.617 a R$ 1.870, conforme os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), respeitando o acordo construído pelas centrais sindicais de ter a base do valor hora sempre arredondado para cima, quando o valor for fracionado, garantindo aumento real.

O piso regional do Paraná será reajustado da seguinte forma:

- grupo 1 (trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca), o valor sobe dos atuais R$ 1.467 para R$ 1.617;

- grupo 2 (trabalhadores de serviços administrativos, vendedores do comércio e reparação e manutenção), de R$ 1.524 para R$ 1.680;

- grupo 3 (trabalhadores da produção de bens e serviços industriais), de R$ 1.577 para R$ 1.738;

- grupo 4 (técnicos de nível médio), de R$ 1.696 para R$ 1.870.

A minuta do decreto, que institui o mínimo regional de 2022, seguiu para a Procuradoria-Geral do Estado e a Casa Civil, e em seguida o termo será assinado pelo governador paranaense. Os valores devem ser pagos retroativos ao dia 1º de janeiro.

Tabela dos reajustes salariais do piso mínimo regional 

DIEESE

Valorização do salário dos trabalhadores

"A atuação da CUT-PR e das demais centrais, que compõem o GT do Piso Regional em conjunto com a intermediação dos economistas do Dieese, tem sido fundamental para que possamos ter ao longo dos anos, dentro do Ceter, a construção diferenciada de uma política de valorização do Piso Regional do Paraná, que tem garantido a todas as trabalhadoras e trabalhadores do Paraná, que não têm a proteção dos seus sindicatos em negociações coletivas, aumento real acima da inflação, mesmo em tempos de desgoverno Bolsonaro que retira direitos trabalhistas históricos e acabou com a politica de valorização do salário mínimo nacional construída entre os governos Lula e Dilma com as centrais sindicais”, destaca o presidente da CUT-PR, Marcio Kieller.

Segundo ele, "a CUT-PR, junto com a bancada dos trabalhadores dentro do Ceter, tem tido um papel fundamental na representação das trabalhadoras e trabalhadores do Paraná".

Além de Márcio Kieller, também é representante da CUT-PR no Ceter o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Paraná (FTIA-CUT-PR), Ernane Garcia, como suplente.

Trabalhadores do Paraná
Foto: Gilson Abreu / AEN do Paraná

Aumentar o poder aquisitivo dos trabalhadores

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) disse que “o reajuste do piso é um compromisso do nosso governo em valorizar os trabalhadores e é feito de forma muito democrática”. Para ele, “essa valorização vai aumentar o poder aquisitivo dos trabalhadores, se refletindo na retomada da economia. O salário mínimo do Paraná é um exemplo nacional".

“Trabalhamos muito e conseguimos construir um consenso entre os trabalhadores, os empresários e o governo do Estado”, acrescentou o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

Segundo a chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo de Renda da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, Suelen Glinski, a política de valorização do piso regional é definida de forma tripartite. "Reunimos os interesses dos representantes das centrais sindicais e federações patronais, com a mediação do governo do Estado. Hoje o Paraná possui o maior piso regional do País e, com a nova regra definida, a previsão é a de que se mantenha como líder no ranking nacional”, disse.

Colhendo batatas
Foto: Gilson Abreu / AEN do Paraná

Referência para negociações coletivas

O mínimo regional é uma referência para a negociação coletiva das categorias sindicalizadas e uma garantia para aquelas que não têm sindicato ou acordos e convenções coletivas de trabalho.

A medida vale exclusivamente para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

De janeiro a novembro de 2021, segundo dados do Caged, o Paraná abriu 196.143 postos formais de trabalho, ficando em segundo lugar na região Sul do Brasil, atrás somente de Santa Catarina, que gerou 205.480 vagas, onde também ocorrem reajustes anuais no piso regional.

 

Foto de abertura: Reprodução / CUT-PR

 

 

Fonte: CUT-RS com CUT-PR e Agência Estadual de Notícias do Paraná