Central Única dos Trabalhadores

“Mídia tenta o impeachment cautelar de Lula”, aponta Berzoini

3 fevereiro, quarta-feira, 2016 às 10:29 pm

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Mídia

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Quando o impeachment da presidente Dilma Rousseff deixa de ser um tema central da agenda política, as baterias da oposição e do oligopólio midiático no Brasil se voltam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa tese do “fogo alternado” é do ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, que fez uma rápida avaliação do quadro político atual ao 247.

“Como não se discute mais o impeachment da presidenta Dilma, a oposição agora tenta uma espécie de impeachment cautelar do ex-presidente Lula”, diz ele. “Na prática, estão tentando trazer 2018 para 2016″.

Segundo Berzoini, a oposição, com seus braços nos meios de comunicação, reproduz a lógica de Carlos Lacerda, que fez ferrenha campanha contra governos populares, como os de Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas. Sobre JK, Lacerda chegou a escrever que ”não pode ser candidato… se for candidato, não pode vencer… se vencer, não pode ser empossado… se for empossado, não pode governar.”

Como Lula é o candidato natural do PT para 2018, o tiroteio começou assim que o impeachment de Dilma se enfraqueceu. A questão é que as denúncias, com acusações como a “canoa de lata de Dona Marisa”, as “111 idas ao sítio em Atibaia (SP)” e o “triplex do Guarujá”, revelaram pouquíssima consistência.

Dosagem errada

Segundo Berzoini, os grupos de mídia erraram na dose e geraram uma onda de indignação em setores importantes da sociedade. “Os leitores e os telespectadores não são bobos”, diz ele. “Mesmo aqueles que não concordam ou não votam no PT, se deram conta de que se trata de uma campanha orquestrada, uma campanha organizada, que tem o claro propósito de destruir uma liderança política reconhecida globalmente – e até por nossos opositores”.

O ministro também se mostra otimista em relação à governabilidade a partir de 2016. “Há vários sinais de convergência e retomada do diálogo”, afirma. Segundo ele, as vaias registradas na sessão inaugural de ontem, relacionadas à CPMF, eram esperadas. No entanto, o ministro prevê que, com o engajamento de prefeitos e governadores, será possível aprovar a contribuição até meados do ano.

 

Fonte: Brasil 247