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Metalúrgicos do ABC garantem reposição da inflação para estamparia e setores de máquinas e eletroeletrônicos

14 outubro, sexta-feira, 2016 às 6:11 pm

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ABC aprova

ABC aprova

Em assembleia realizada nesta quinta-feira (13) à noite, na regional Diadema do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os trabalhadores aprovaram acordos com os grupos 2 (setores de máquinas e eletroeletrônicos) e com o segmento de estamparia. Nos dois casos, eles terão reajuste com base na variação do INPC-IBGE acumulada em 12 meses, até a véspera da data-base (1º de setembro). O pagamento será em duas parcelas.

De acordo com a Federação dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP), que reúne os sindicatos da categoria filiados à central no estado, a base de Itu, no interior, havia aprovado acordo no último sábado (8), com os mesmos grupos. Foram rejeitadas propostas feitas pelo setor de fundição e pelos grupos 3 (autopeças, forjaria e parafusos), 8 (refrigeração e equipamentos rodoferroviários, entre outros) e 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação e material bélico, entre outros).

O acordo com o G2 prevê 6,62% na data-base e o complemento em fevereiro. Na área de estamparia, o pagamento será de 6,5% agora e 2,93% no mesmo mês. “A negociação está difícil porque os empresários estão divididos. Isso ocorre em um cenário de crise política e econômica, e dificulta a negociação. Diante dessa conjuntura, conseguir atingir o índice da inflação em dois grupos é uma vitória”, avaliou o presidente do Sindicato do ABC, Rafael Marques da Silva.

“Iremos continuar lutando para que os demais grupos patronais acompanhem o que foi aprovado ontem e também faremos pressão nas empresas. Onde as negocia­ções estiverem difíceis, faremos paralisa­ções e, com aquelas empresas que atingirem o INPC, faremos acordo”, finalizou.

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Histórico

A pauta da Campanha Salarial come­çou a ser entregue para as bancadas pa­tronais em 7 de julho pelos representantes da FEM-CUT. Desde então, vêm sendo realizadas mesas de negociação com os grupos para debater as cláusu­las sociais e econômicas.

“Foram meses intensos de ne­gociação, debates sobre as cláusulas sociais e, por fim, discussão sobre o reajuste salarial dos trabalhadores e trabalhadoras. O discurso da bancada patronal já era o esperado: ‘não é pos­sível avançar devido à crise’. Em alguns grupos isso foi mais grave, dificultam, inclusive, avanços nas cláusulas so­ciais”, relembrou Luizão.

No dia 28 de setembro, para pres­sionar o empresariado e garantir as conquistas, foram entregues avisos de greves para os grupos, exceto para o G2.

A Campanha Salarial 2016 tem como tema “Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos”. A pauta tem cinco itens principais: não à terceirização e à perda de direitos; estabilidade e geração de empregos; reposição integral da inflação mais aumento real, valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas.

A data-base é 1º de setembro e estão em campanha 202.213 trabalhadores na base da FEM-CUT no Estado de São Paulo.

 

 

Fonte: CNM-CUT e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC