Central Única dos Trabalhadores

Metalúrgicos da Estamparia e Parafusos de São Paulo chegam ao índice de 9,88%

15 outubro, quinta-feira, 2015 às 1:32 pm

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Em assembleia realizada no pátio da empresa, trabalhadores na Mahle, em São Bernardo, aceitam proposta e encerram greve após cinco dias de paralisação. Foto: Edu Guimarães/SMABC

Assim como os Grupos 2 e 8, Estamparia e Parafusos (Sinpa), que é um dos três sindicatos que compõe o G3, chegaram ao índice de 9,88%, em duas vezes, e fecharam o acordo de Campanha Salarial com a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT. O G3 inclui ainda Sindipeças e Forjaria, onde as mobilizações vão continuar nas empresas que não aceitarem o índice.

Após paralisações iniciadas na terça-feira, dia 6, os companheiros na Mahle, em São Bernardo, conquistaram o INPC em acordo do Sindicato com a empresa. “Os trabalhadores na Mahle estão de parabéns ao demonstrar unidade e paralisar as atividades até chegar ao acordo que deu conta de resolver a Campanha Salarial na empresa”, afirmou o coordenador de São Bernardo, Nelsi Rodrigues, o Morcegão.

“O acordo também garante a manutenção das cláusulas sociais vigentes na última data -base, o que é uma grande conquista para o conjunto dos trabalhadores”, ressaltou.

“A luta na Mahle não finalizou e precisamos continuar organizados para resolver as demais pendências internas, como adequação da jornada de trabalho, abertura de PDV e discussão sobre o Programa de Proteção ao Emprego”, disse.

O dirigente destacou também a conquista na ZF após intenso debate e mobilização. “É o que está acontecendo em várias fábricas após a bancada patronal do G3 ter emperrado as negociações. A Campanha Salarial tem sido pautada pelo diálogo e não vamos abrir mão de garantir o INPC”, concluiu Morcegão.

A greve foi decretada em Assembleia Geral no dia 1º de outubro. O tema da Campanha é “Nenhum Direito a Menos e Mais Avanços Sociais” e neste ano estão em discussão as cláusulas econômicas e sociais. A data-base é 1º de setembro e estão em Campanha cerca de 200 mil trabalhadores na base da FEM-CUT.

 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC