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INPC sobe 0,60% em abril e acumula 5,07% nos últimos 12 meses, aponta IBGE

10 maio, sexta-feira, 2019 às 1:22 pm

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Cesta básica

Cesta básica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,60% em abril deste ano. A taxa ficou abaixo do 0,77% do INPC de março, mas acima de 0,21% de abril do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC, que é usado como referência nas negociações coletivos entre sindicatos e empresas, acumula taxas de 2,29% no ano e de 5,07% em 12 meses.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,64% em abril, enquanto os não alimentícios tiveram inflação de 0,58% no período.

Confira a evolução do INPC!

Evolução do INPC

Observação: Em vermelho  está a última projeção (03.05.2019) do Banco Central (data-base de junho e julho).

IPCA desacelera, mas é a maior para um mês de abril desde 2016

Já a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,57% e ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de março (0,75%). A variação acumulada no ano foi de 2,09%. Segundo o IBGE, foi a maior alta do IPCA para meses de abril desde 2016, quando a taxa ficou em 0,61%.

O acumulado dos últimos doze meses atingiu 4,94%, contra os 4,58% nos 12 meses imediatamente anteriores. Segundo o IBGE, é a maior variação acumulada em 12 meses desde janeiro de 2017, quando o IPCA acumulou alta de 5,35%.

Gasolina e medicamentos pressionaram os preços

Os vilões da inflação de abril foram os preços da gasolina e remédios, mas os aumentos nos preços dos alimentos também pesaram.

O grupo saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto de alta, contribuindo com 0,18 ponto porcentual após avançar 1,51% no IPCA de abril. O destaque foi o segmento "remédios" (2,25%), refletindo o reajuste anual, em vigor desde 31 de março, com teto de 4,33%, segundo o IBGE.

Os remédios tiveram o terceiro maior impacto individual no IPCA do mês e é possível que o reajuste continue tendo efeito na inflação de maio, pois as farmácias podem "espaçar" as remarcações de preços em função da concorrência, de acordo com o IBGE.  

O primeiro impacto individual na inflação ficou com a gasolina, que avançou 2,66%. Com isso, o grupo transportes subiu 0,94% no IPCA de abril, com impacto de alta de 0,17 ponto porcentual. Apesar disso, houve desaceleração ante março, quando o grupo subiu 1,44%.

O grupo alimentação e bebidas contribuiu com 0,16 ponto porcentual no IPCA do mês passado, ao subir 0,63%. Apesar do peso, a variação ficou abaixo da metade da registrada no IPCA de março (1,37%).

O IBGE destacou as quedas de preços no feijão-carioca (-9,09%) e nas frutas (-0,71%) e a pressão provocada pelos preços do tomate (28,64%), segundo maior impacto individual no IPCA de abril, do frango inteiro (3,32%), da cebola (8,62%) e das carnes (0,46%). A alimentação fora de casa foi de 0,10% em março para 0,64% em abril.

 

 

Fonte: CUT-RS com CUT Nacional, Dieese e Agência Brasil