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INPC sobe 0,36% em janeiro e acumula 3,57% nos últimos 12 meses, aponta IBGE

8 fevereiro, sexta-feira, 2019 às 3:44 pm

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Cesta básica1

Cesta básica1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,36% em janeiro, após subir 0,14% em dezembro, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o índice acumula uma elevação de 0,36% no ano de 2019, além de avanço de 3,57% nos últimos 12 meses, conforme o IBGE. 

Em janeiro de 2018, o INPC tinha sido de 0,23%. O índice mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

IPCA

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), "inflação oficial"do país, variou 0,32% no primeiro mês do ano, acima tanto de dezembro (0,15%) como de janeiro de 2018 (0,29%). Com isso, a soma em 12 meses atinge 3,78%, segundo o IBGE. O destaque de altas são os preços dos alimentos.

Dos nove grupos pesquisados pelo instituto, oito tiveram alta – a exceção foi Vestuário (-1,15%), com queda nas roupas infantis, femininas e masculinas, além dos calçados, possivelmente relacionada a liquidações de início de ano. A maior variação foi de Alimentos e Bebidas (0,90%), que representou impacto de 0,22 ponto percentual na taxa do mês. 

A alimentação no domicílio subiu 0,97% em janeiro, com aumentos de produtos como feijão carioca (19,76%), cebola (10,21%), frutas (5,45%) e carnes (0,78%). O leite longa vida, cujo preço havia caído nos últimos cinco meses, subiu 2,10%, com impacto de 0,02 ponto no índice geral. Já o preço do tomate caiu 19,46%.

Comer fora também ficou mais caro: 0,79%, ante 0,33% em dezembro. Subiram os preços do lanche (0,91%) e da refeição (0,90%).

Despesas Pessoais foi o grupo com a segunda maior alta (0,61%). Segundo o IBGE, contribuíram para essa elevação itens como excursão (6,77%) e hotel (1,06%), em período tradicional de férias. Também aumentaram serviços de manicure (0,85%) e cabeleireiro (0,69%). 

Em Transportes, o resultado foi próximo da estabilidade (0,02%), depois da deflação registrada em dezembro (-0,54%). Os combustíveis voltaram a cair, mas de forma menos intensa: -2,09%, ante -4,25% no mês anterior. O maior impacto do mês, para baixo, veio da gasolina (-2,41%), com -0,11 ponto. "À exceção da região metropolitana de Salvador, que registrou alta de 1,50% no preço desse combustível, as demais áreas apresentaram quedas que variaram entre os -5,98% de Aracaju e os -0,31% da região metropolitana do Rio de Janeiro", informa o instituto. Caíram ainda os preços de etanol (-0,75%), óleo diesel (-1,61%) e passagens aéreas (-3,59%, após alta de 29,12% em dezembro), este último item com impacto de -0,02 ponto.

Já os ônibus urbanos tiveram aumento de 2,67%, com reajustes nas tarifas em cinco das 16 regiões pesquisadas. O impacto foi de 0,07 ponto. O IBGE destaca ainda os reajustes nas tarifas de trem e metrô na região metropolitana de São Paulo, além dos ônibus intermunicipais (também em Belo Horizonte). Houve ainda reajuste na tarifa de táxi no Rio de Janeiro.

Em Habitação (de -0,15% para 0,24%), subiram o aluguel residencial (0,42%) e o condomínio (-0,77%). A energia elétrica recuou -0,13%. Outras altas foram do gás encanado (3,53%) e da tarifa de água e esgoto (0,31%).

Entre as áreas pesquisadas, o IPCA teve deflação nos municípios de Rio Branco (-0,09%) e Goiânia (-0,17%). A maior taxa foi da região metropolitana de Belo Horizonte: 0,70%. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (0,47%), Salvador e São Paulo (ambas com 0,37%).

Em 12 meses, o IPCA vai de 2,71% (região metropolitana de Fortaleza) a 4,37% (Rio de Janeiro).

 

 

Fonte: CUT-RS com Rede Brasil Atual (RBA) e Estadão