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Ibope mostra que avaliação positiva de Bolsonaro caiu de 49% para 34% em dois meses

20 março, quarta-feira, 2019 às 7:31 pm

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Bozo e Trump

Bozo e Trump

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) sobre a imagem do governo de Jair Bolsonaro (PSL) revela que em apenas dois meses a avaliação positiva caiu de 49%, em janeiro, para 34% em março, enquanto a avaliação negativa subiu de 11% para 24%. A continuar nesse ritmo, a imagem do governo deve derreter e ficar próxima da de Michel Temer, maciçamente reprovado pela população.

A avaliação do governo como regular também subiu, de 26% para 34%, no período de dois meses. Assim, os números, no geral, mostram uma tendência de piora da avaliação do governo. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre sábado (16) e ontem (19). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Se os números deste mês forem comparados ao terceiro mês do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (março de 1995) e também de Lula (março de 2003), o atual mandatário fica em desvantagem. Enquanto Bolsonaro tem aprovação de 34%, FHC tinha 41%, e Lula a maior taxa, de 51%.

A aprovação a Bolsonaro só é maior do que a de Dilma Rousseff no início de seu segundo mandato (março de 2015), quando registrava 12% de aprovação, e o segundo mandato de FHC (março de 1999), com 22% de aprovação. A avaliação positiva para o atual presidente é inferior às registradas para FHC e Dilma no primeiro mandato e para Lula nos dois mandatos.

Segundo o Ibope, 51% ainda aprovam o seu governo – em fevereiro eram 57%. Os que desaprovam passaram de 31% para 38%.

Confiança também derrete

O percentual dos que dizem confiar em Bolsonaro caiu de 62% para 49% entre janeiro e março.

Já a desconfiança saltou de 30% para 44%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, a confiança em Bolsonaro está a um ponto percentual de um empate técnico com a desconfiança (no limite, essas taxas são hoje de 47% e 46%, respectivamente).

53% dos nordestinos e os moradores das grandes cidades desconfiam de  Bolsonaro. Quem sustenta a confiança no presidente são, principalmente, os evangélicos, os mais ricos, os homens e os moradores do Sul.

Queda recorde

"É uma queda recorde, a maior vista desde a redemocratização do país. Por se tratar dos primeiros meses de mandato, um período em que normalmente o eleitor está em lua de mel com o governante, é uma queda muito expressiva de popularidade", diz o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ). 

"É um reflexo das barbaridades que o governo tem feito. O Brasil precisa de alguém com sensatez, competência e que esteja à altura do cargo. A população está começando a perceber que o presidente está sem rumo porque não tem projeto para tirar o país da crise", disse o deputado.

 

 

 

Fonte: CUT Nacional e Rede Brasil Atual