Central Única de Trabalhadores

Governo Temer desmonta escola pública para favorecer iniciativa privada, afirma diretor da CNTE em visita à CUT-RS

13 setembro, quinta-feira, 2018 às 5:50 pm

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“A Emenda Constitucional 95 aponta para um futuro sombrio aonde a Educação será cada vez mais mercantilizada e dominada pela  iniciativa privada”, afirmou o secretário de assuntos municipais da  Confederação Nacional dos Trabalhadores  em Educação (CNTE), Cleiton Gomes, durante visita na manhã desta quinta-feira (13) à sede da CUT-RS, em Porto Alegre.

Reunido com dirigentes de sindicatos de professores de vários municípios, Gomes discutiu estratégias de mobilização para o enfrentamento das reformas perversas aprovadas pelo governo Temer e que impõem uma dura realidade para os profissionais da categoria no País e para o futuro da escola pública.

”Tem muitos governos estaduais e municipais já querendo aplicar imediatamente os efeitos da Emenda Constitucional 95. Eles parcelam salários afirmando que faltam recursos e isso é só o começo. O congelamento dos recursos impede a ampliação da rede escolar e de sua manutenção. Isso é uma tragédia sob qualquer ponto de vista”, enfatiza o dirigente sindical ao abordar a alteração constitucional que congela por 20 anos o orçamento público para investimentos sociais em áreas como Saúde e Educação.

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Para Gomes, projetos como o Escola Sem Partido e a Reforma do Ensino Médio são duas faces da mesma moeda. “O que está por trás disso é o desmonte  do ensino público, com o intuito de afirmá-lo como deficitário e entregá-lo para os grandes conglomerados empresariais”, avaliou o diretor da CNTE, que aponta o grupo Kroton, uma das maiores companhias do ramo educacional do mundo, como uma das entidades interessadas no conjunto de medidas propostas por Temer.

“As empresas querem baratear o ensino, estimulam que os professores formem cooperativas, o que precariza os direitos dos trabalhadores e despreza a formação desses profissionais”, denuncia Gomes.

O dirigente sindical acredita que, sem algum tipo de reação dos educadores, o futuro do país será ainda mais sombrio, tanto para quem ensina quanto para quem aprende.  “A nossa primeira batalha é contra a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Reforma do Ensino Médio, pois institui uma escola que não é voltada para a classe trabalhadora. Eles querem que os trabalhadores só aprendam Português e Matemática, mais ou menos como era no começo do século XX, onde os mais pobres tinham que aprender a ler e escrever para apertar parafusos e não para pensar o mundo de forma crítica”, ressalta Gomes.

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Fonte: CUT-RS