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Governo Bolsonaro extingue secretaria do MEC que cuida da educação de surdos

4 janeiro, sexta-feira, 2019 às 11:26 am

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Michelle para surdos

Michelle para surdos

Em uma flagrante contradição entre o discurso e a prática, o governo Bolsonaro extinguiu na quarta-feira (2) a secretaria do Ministério da Educação que cuida da educação de surdos. Um dia antes (1º), durante a posse do marido, a primeira dama Michelle Bolsonaro fez um discurso em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) no qual afirmou, entre outros pontos, que os deficientes auditivos do País seriam valorizados.

“Gostaria de modo muito especial de dirigir-me à comunidade surda, às pessoas com deficiência e a todos aqueles que se sentem esquecidos: vocês serão valorizados e terão seus direitos respeitados. Tenho esse chamado no meu coração e desejo contribuir na promoção do ser humano”, discursou Michelle enquanto uma interprete lia o texto do pronunciamento.

Apesar do ativismo da primeira-dama, que faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da igreja evangélica que frequenta no Rio de Janeiro, uma das primeiras medidas adotadas pelo ministro da Educação, Vélez Rodriguez, foi justamente acabar com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

A secretaria, criada em 2004 durante o governo Lula, tinha como objetivo fortalecer a atenção especial a grupos que historicamente são excluídos da escolarização, inclusive os surdos.

Outros dois marcos na garantia de direitos para os surdos têm a digital do PT. O reconhecimento oficial da Linguagem Brasileira de Sinais como expressão de comunicação, por exemplo, é fruto do projeto de lei (PLS 131/1996) da então senadora – atualmente deputada federal – Benedita da Silva (RJ). A proposta foi convertida na Lei 10.436/2002.

 

 

Fonte: PT na Câmara