Central Única de Trabalhadores

Frente Brasil Popular no RS realiza ato “Banca Lula Livre” na Redenção neste domingo

13 abril, sexta-feira, 2018 às 10:30 pm

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Ato na Redenção

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A Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul, entidade que reúne movimentos populares, partidos políticos e centrais sindicais, entre elas a CUT, promove no final de semana mais uma atividade de resistência em defesa da democracia e pela liberdade do ex-presidente Lula. A “Banca Lula Livre” acontece neste domingo (15), a partir das 11h, junto aos Arcos da Redenção (Monumento ao Expedicionário), em Porto Alegre. Serão realizadas roda de chimarrão, adesivagem, desfile de máscaras e batucada do Levante Popular da Juventude.

“Estamos e continuaremos nas ruas todos os dias, dialogando com a população em defesa da retomada dos direitos sociais surrupiados pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB) e pela liberdade de Lula. Não podemos ficar esperando nada do Judiciário, que já deu provas de que a justiça não é para todos”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, acrescentando não haver provas contra o ex-presidente porque não há crime.

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Blindagem aos golpistas

Para o dirigente sindical, “os sinais estão cada vez mais claros, uma vez que dão blindagem aos que deram o golpe na presidenta Dilma, como Geraldo Alckmin, e prendem, mesmo sem provas, aqueles que lutam por democracia, justiça e inclusão social, como é o caso do ex-presidente, hoje um preso político”, acrescenta.

Nespolo fez referência às posturas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, apesar das denúncias, apresentação de planilhas com o codinome “Santo” e da delação de diretores da Odebreacht contra o governador de São Paulo, se recusaram a encaminhar o inquérito para a força tarefa da Lava Jato paulista e o enviaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

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Seletividade da Justiça

Para esses setores empoderados e cada vez mais partidarizados, os R$ 10,3 milhões que foram destinados por baixo do pano às campanhas de Alckmin de 2010 e 2014 configurariam crime de caixa 2, e não corrupção.

“Essa seletividade é uma vergonha imposta justamente por aqueles que deveriam zelar pelo cumprimento da lei e da Constituição. A Justiça deixou de ser, se é que um dia foi, imparcial. Ela tem lado e não é o do trabalhador, nem daqueles que lutam por igualdade de oportunidades para todos os brasileiros”, critica o presidente da CUT-RS.

“O que para alguns é visto como corrupção, no caso do tucano é uma simples transgressão eleitoral. São dois pesos e duas medidas, mas que a população está se dando conta”, completou.

A determinação para livrar Alckmin dos braços da Lava Jato paulista partiu do vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, primo de José Agripino Maia (DEM), senador golpista investigado por envolvimento em fraudes nas obras de um estádio em Natal (RN), acusado de receber R$ 1 milhão de um esquema de fraudes no Detran-RN, além de responder por peculato pela contratação de um funcionário fantasma em seu gabinete.

Agripino chegou a ser cotado para disputar a eleição presidencial como vice de Geraldo Alckmin em 2006.

Ato na Redenção

 

Fonte: CUT-RS