Central Única dos Trabalhadores

Frente Brasil Popular do RS define agenda de mobilizações contra ataques aos direitos

18 outubro, terça-feira, 2016 às 7:57 am

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A plenária estadual da Frente Brasil Popular do RS, realizada na tarde desta segunda-feira (17), no auditório do CPERS/Sindicato, em Porto Alegre, definiu nova agenda de mobilizações contra os ataques aos direitos dos trabalhadores. A atividade contou com a participação do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que fez uma análise da conjuntura política.

Foi definido apoiar na próxima segunda-feira (24), Dia de Luta pela Educação Pública, o ato que está sendo organizado pelo CPERS/Sindicato na capital gaúcha.  A concentração dos educadores ocorre às 8h30, em frente ao CPERS (Avenida. Alberto Bins, 480) no centro de Porto Alegre.

A mobilização, que será realizada em conjunto com outros sindicatos de servidores estaduais, será contra a PEC 241, que congela gastos com saúde e educação por 20 anos, a MP 736 que prevê a reforma do Ensino Médio, o projeto da Lei da Mordaça e a Reforma da Previdência.

“Eles não gostam de ser reconhecidos como golpistas”

Cardozo relembrou como se deu o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, “que se iniciou no dia seguinte após as eleições de 2014″. Citando o uso das investigações da operação Lava Jato, crise econômica mundial, ele afirmou que “se eles não aproveitassem esse momento, nunca mais dariam o golpe”.

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“Os golpistas tinham uma estratégia muito bem colocada. Temer e Cunha se  articularam, o discurso adotado, inclusive pela mídia, era de desacreditar o governo”, disse o ex-ministro. “O processo de deu, apesar da mobilização pela democracia, e os golpistas assumiram com o compromisso de implementar a pauta derrotada nas eleições de 2014″, salientou. “É golpe”, ressaltou.

De acordo com Cardozo, a palavra golpe os desestabilizam. “Eles não gostam de serem reconhecidos como golpistas, isso os incomoda. Mas está dado, inclusive no exterior”, contou.

“Estamos diante de um grande retrocesso democrático no país. Precisamos de muita lucidez para esse momento de resistência”, salientou o ex-ministro, destacando que o Temer terá dificuldade para governar, “não no parlamento, mas com a sociedade, devido às medidas duras que irá implantar”.

Para ele, apenas com uma reforma política será possível reverter esse quadro. “Precisamos nos unificar um torno de uma proposta comum e, para termos algum progresso, isso passa por defender uma reforma política”, apontou.

Desafios do próximo período

A secretaria de Finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, defendeu a importância de “pensar a Frente Brasil Popular neste novo momento de consolidação do golpe”. Para ela, a PEC 241 representa o ataque mais imediato, pois terá a votação em segundo turno na Câmara dos Deputados na próxima segunda-feira (24), mas é apenas mais um dos golpes que a classe trabalhadora e a sociedade terão que enfrentar.

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A representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Suelen Gonçalves, destacou a construção da greve geral e a realização de uma jornada contra a criminalização dos movimentos populares e o estado de exceção como as principais deliberações para o próximo período.

“Estamos com um calendário de atividades até dezembro, culminando com uma grande plenária nacional da Frente, em Minas Gerais, onde esse coletivo se originou em 2015”, disse Suelen.

Está previsto a realização de um dia nacional de denúncia do golpe em 10 de novembro, para conscientizar a sociedade sobre a greve geral, que está pautada para o dia seguinte, 11 de novembro.

Uma nova plenária estadual da Frente Brasil Popular acontecerá no dia 29 (sábado), às 9h, em local ainda a ser definido.

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Fonte: CUT-RS