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Flávio Bolsonaro é denunciado por organização criminosa no esquema das “rachadinhas” no Rio

4 novembro, quarta-feira, 2020 às 10:23 am

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Bozo e Flavio

Bozo e Flavio

BdF – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e seu ex-assessor e amigo da família Fabrício Queiroz por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

A denúncia à Justiça acontece após dois anos de investigação do esquema conhecido como “rachadinhas”, desvio de vencimentos de servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

Além de Flávio e Queiroz, apontado como operador do esquema, outros 15 assessores também foram denunciados. Apesar de ter sido ajuizada pela Promotoria em 19 de outubro, a peça foi encaminhada ao desembargador responsável pelo processo no Tribunal de Justiça do Rio na noite desta terça-feira (3).

Caso a Justiça aceite a denúncia, o filho de Bolsonaro e seus ex-assessores se tornam réus. Segundo o MP-RJ, os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2018.

A suspeita do envolvimento de Flávio e seu assessor com práticas ilícitas veio à tona em deembro de 2018, após relatório do Coaf apontar movimentação atípica na de R$ 1,2 milhão, durante um ano, na conta de Queiroz.

O policial militar aposentado foi preso em 18 de junho deste ano em imóvel do então advogado de Flávio, Frederick Wassef, o que explicitou ainda mais as relações do senador com seu ex-funcionário.

Atualmente Queiroz está em prisão domiciliar após passar menos de um mês em Bangu, na zona oeste do Rio. Antes de ter o habeas corpus aceito, passou menos de um mês detido em Bangu, na zona oeste do Rio.

O caso está em "super sigilo" e detalhes da denúncia como o nome dos outros 15 acusados não foram divulgados.

A Promotoria denunciou o senador no Órgão Especial mesmo com recurso pendente no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o foro especial dado ao senador definido pelo TJ-RJ.

 

Fonte: Brasil de Fato