Central Única de Trabalhadores

Encontro da Juventude da CUT-RS debate resistência aos ataques de Temer e Sartori

6 dezembro, terça-feira, 2016 às 4:54 pm

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A resistência aos ataques dos governos Temer e Sartori, ambos do PMDB, que comprometem o presente e o futuro dos jovens, marcou os debates do Encontro Estadual da Juventude Cutista, realizado de sexta-feira (2) a domingo (4), na Colônia de Férias do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, em Cidreira, no litoral norte gaúcho. O evento discutiu a atual conjuntura do país e o papel da juventude trabalhadora para o resgate da democracia e a manutenção dos direitos já conquistados.

“Não é à toa que a juventude é protagonista na resistência ao golpe”, disse a secretária de Juventude da CUT-RS, Letícia Raddatz. Para ela, o encontro “foi muito produtivo, temos que nos organizar e o momento é de união”.

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De acordo com Letícia, foram discutidas propostas para o próximo período, que foram agrupadas na Carta da Juventude, lida e aprovada antes do encerramento, que será divulgada ainda nesta semana. “O objetivo é reforçar a unidade e a luta da classe trabalhadora”, explicou.

O evento contou com a participação de cerca de 30 jovens, oriundos de vários sindicatos filiados à CUT. “Tivemos também atividades culturais, como o show com a cantora Lili Fernandes e a formação sobre comunicação e expressão com a atriz Dedy Ricardo”, destacou Letícia.

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A juventude ajuda a despertar a classe trabalhadora

Na abertura do encontro, a juventude e o golpe na classe trabalhadora foram analisados pelo presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, e pela secretária nacional de Juventude da CUT, Edjane Rodrigues.

Claudir parabenizou a Secretaria da Juventude da CUT-RS pela realização do encontro. “Fomos derrotados por um golpe midiático, jurídico e parlamentar”, acentuou. “É o pior ataque que a classe trabalhadora está sofrendo das elites”. Para Claudir, isso acontece porque “sempre que a esquerda enfraquece, as elites aceleram a pauta de retirada de direitos”.

“O ativismo da juventude ajuda a despertar a classe trabalhadora”, enfatizou Claudir. “Mas qual é a pauta mobilizadora?”, perguntou. Segundo ele, “o desafio é encontrar essa pauta para mobilizar os jovens e os trabalhadores, a fim de resistir aos ataques de Temer e Sartori”.

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Edjane se mostrou preocupada com a PEC 55 que tramita no Senado. “Essa proposta significa o esvaziamento das políticas sociais”, alertando que “quem elegeu o Congresso que está lá não fomos nós”. Ela frisou também que as recentes eleições municipais revelaram “uma insatisfação popular” com a política.

A dirigente nacional da CUT salientou que “com o retrocesso, somos duplamente prejudicados: por sermos jovens e por sermos trabalhadores”. Ela criticou o projeto da terceirização sem limites, dentre outras ameaças, e a falta de oportunidades de trabalho diante do crescimento do desemprego. Edjane observou ainda que “de hoje uma hora para outra a democracia deixou de ser importante para implantar o neoliberalismo”. Para ela, “precisamos nos organizar para fazer o enfrentamento aos ataques”.

 

 

Fonte: CUT-RS