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Em audiência no Piratini, CUT-RS e centrais cobram reajuste de 13,79% no mínimo regional

14 julho, quarta-feira, 2021 às 6:18 pm

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A CUT-RS e as centrais sindicais no Rio Grande do Sul foram recebidas na tarde desta quarta-feira (14) em audiência na Secretaria da Casa Civil do Palácio Piratini, em Porto Alegre. As entidades cobraram o envio de um projeto de lei do governo do Estado, em regime de urgência, para a Assembleia Legislativa, com uma proposta de reajuste do salário mínimo regional, que se encontra congelado há mais de dois anos.

Foi entregue ao secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, o Manifesto em Defesa da Valorização do Salário Mínimo Regional. Também estiveram presentes o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal, e o chefe do gabinete do governador, Marcelo Alves

Em janeiro, as centrais já tinham entregue um documento ao ex-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, com a reivindicação de reajuste de 13,79% para o chamado piso regional, com base em levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A proposta leva em conta a variação do INPC em 2020 (5,45%) e o percentual de 4,50% que constava no projeto enviado pelo governador referente ao INPC de 2019, além da diferença de 3,26% entre a relação do menor piso regional e o mínimo nacional vigentes em 2001 e em 2019.

Com essa proposta, os valores das cinco faixas salariais hoje entre R$ 1.237,15 a R$ 1.567,81 passariam para R$ 1.407,72 a R$ 1.783,97. 

O mínimo regional também é pago em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Foto: Nabor Goulart / Palácio Piratini

O secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antonio Güntzel, explicou que o mínimo regional não é corrigido desde 1º de fevereiro 2019. No ano passado, após chantagens de federações empresariais, o reajuste foi zero. E neste ano, até agora, nenhum projeto foi encaminhado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) ao parlamento gaúcho.

“Saímos com a esperança de que o piso regional terá um reajuste porque os secretários assumiram o compromisso de enviar um projeto para a votação dos deputados”, afirmou.

Congelamento do piso regional não traz desenvolvimento

No contexto de crise econômica, os trabalhadores e as trabalhadoras estão enfrentando muitas dificuldades financeiras. O aumento de preços dos alimentos, da energia, dos combustíveis e do gás de cozinha, entre tantou outros, encareceu sobretudo o custo das famílias que recebem os menores salários do Estado.

“O mínimo regional é pago para cerca de 1,5 milhão de gaúchos e gaúchas, aqueles e aquelas que não têm representação sindical, que são terceirizados, que menos ganham no fim do mês. E quem recebe essa remuneração gasta tudo no comércio local, nos mercados e lojas daqui”, ressaltou.

“É uma forma de distribuir renda e garantir comida no prato. E é uma importante política pública para aquecer e recuperar a economia e incentivar o desenvolvimento do RS. Todos saem ganhando”, disse Antonio.

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Foto: Carolina Lima / CUT-RS

Manifesto entregue

O manifesto foi lido e aprovado durante o lançamento virtual do Fórum em Defesa da Valorização do Salário Mínimo Regional, no último dia 4, que contou com a participação dos ex-governadores Olívio Dutra (PT), Germano Rigotto (MDB) e Tarso Genro (PT), além de deputados estaduais, magistrados, advogados trabalhistas e dezenas de dirigentes sindicais.

O documento aponta que “a valorização do salário mínimo regional, ao contrário do que afirmam setores empresariais, significa um poderoso instrumento de democratização da renda, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida para mais de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras gaúchos”.

Clique aqui para ler o manifesto.

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Foto: Nabor Goulart / Palácio Piratini

Assista à fala do diretor da CUT-RS

 

 

Fonte: CUT-RS