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Dieese aponta que 55,7% dos acordos coletivos no RS obtiveram aumento real em 2017

13 junho, quarta-feira, 2018 às 4:09 pm

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Carteira e dinheiro

Carteira e dinheiro

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), através do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-Dieese), divulgou estudo revelando que 55,7% dos acordos ou convenções coletivas efetuadas no Rio Grande do Sul em 2017 resultaram em aumentos reais aos salários. Conforme o levantamento, 40% dos reajustes tiveram valor igual à variação do índice de inflação medida pelo INPC, do IBGE, e 4,3% ficaram abaixo da inflação.

Na comparação com dois anos anteriores, o Dieese observa que as negociações salariais de 2017 apresentam um quadro mais favorável do que o verificado em 2015 e 2016, período caracterizado por uma profunda recessão econômica.

Contudo, o desempenho está distante daquele verificado entre 2008 e 2014, o que se verifica tanto nas proporções de reajustes iguais, superiores e inferiores ao INPC, como na variação real média anual desses aumentos.

Segundo o Dieese, “é possível, que tal fato, seja efeito da reforma trabalhista inscrita na Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, com validade a partir de novembro do mesmo ano. Embora não seja possível afirmá-lo categoricamente, é sabido que algumas das principais negociações coletivas brasileiras foram – e estão – sendo afetadas pela reforma: seja pela insegurança jurídica gerada, que poderia paralisar as negociações, seja por dificuldades maiores em chegar a acordo, em decorrência da ofensiva patronal em flexibilizar direitos trabalhistas”.

Brasil

No país, foram analisados em 2017 os reajustes salariais de 643 unidades de negociação de trabalhadores na indústria, comércio e serviços – tanto no setor privado, como em empresas estatais. Do total de reajustes analisados, 63% resultaram em ganhos reais aos salários, 29% registraram índice igual a inflação e 8% ficaram abaixo do INPC da data-base.

Os dados revelam uma ligeira melhora no quadro das negociações salariais em relação aos dois anos anteriores, marcados por grave recessão econômica. Contudo, o desempenho das negociações salariais ainda está distante daquele observado entre 2006 e 2014, o que se verifica tanto nas proporções de reajustes iguais, superiores e inferiores ao INPC, como na variação real média anual desses reajustes.

Dentre os setores considerados no estudo, a indústria é o que apresentou desempenho menos favorável em 2017. Cerca de 58% dos reajustes salariais negociados no setor, frente a 63% dos firmados no comércio e a 70% dos estabelecidos nos serviços, resultaram em ganhos reais acima do INPC.

Confira a íntegra do estudo do Dieese!

 

 

 

Fonte: CUT-RS com Dieese