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Deputada Stela Farias afirma que Sartori dá um pedalaço na dívida do RS com a União

14 novembro, terça-feira, 2017 às 6:20 pm

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Stela Farias1

Stela Farias1

A líder da Bancada do PT, deputada estadual Stela Farias, criticou nesta terça-feira (14), na tribuna da Assembleia Legislativa, o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), imposto pelo presidente ilegítimo Michel Temer ao Rio Grande do Sul e que está sendo acatado pelo governador José Ivo Sartori. “O acordo Sartori-Temer não tem nada de recuperação. Trata-se de um calote, um pedalaço na dívida com a União, que empurra o problema para frente sem resolvê-lo”, destacou.

O regime fiscal vai aumentar o endividamento do Rio Grande do Sul e, de acordo com Stela, agravar a situação financeira do Estado. Ela calcula que, “depois de seis anos, quando voltar a pagar as parcelas, a dívida terá aumentado em cerca de 50%, ou mais de R$ 30 bilhões”.

Ao se reportar às negociações executadas pelo governo de Antônio Britto (PMDB), há quase 20 anos, a parlamentar petista disse que “o PMDB renegociou a dívida com União, vendeu estatais e não resolveu o problema”. Ao contrário, “agravou, e a dívida, como a conhecemos hoje, foi criada pelos peemedebistas. A verdadeira renegociação quem fez foi o ex-governador Tarso Genro, que conseguiu alterar o indexador e reduzir os serviços da dívida em R$ 22 bilhões”.

Mesmo acumulando mais de R$ 14 bilhões em receitas extras ao seu orçamento, a líder petista acredita que o Governo Sartori continua fazendo proselitismo com a pauta fiscal, atrasando e parcelando salários, apesar de ter a própria receita maior do que a folha de pagamento.

“Se fosse só a cantilena para justificar sua absoluta falta de gestão, somada à obsessão pelo fim das atividades públicas e o repasse do orçamento do Estado para os patrocinadores da iniciativa privada, já seria ruim. Mas é ainda pior”, disse na tribuna a deputada Stela Farias.

Caos para população

A líder petista comentou, ainda, que, ao governar exclusivamente de olho na pauta fiscal, sem fazer gestão, sem priorizar aquilo que é obrigação do Estado, “temos como resultado explícito o caos em áreas fundamentais para a população, como a Segurança Pública”.

Para ela, o espiral de violência fez Porto Alegre passar de 11° lugar em homicídios entre as capitais, em 2014, para o 2° lugar, em 2016. O Rio Grande do Sul, que era o 12° Estado em mortes por roubo em 2014, saltou para 6° lugar, em 2016. “São apenas dois números para exemplificar o que acontece na prática com o discurso da escassez”, disse Stela.

Antes de finalizar a manifestação na tribuna, Stela disse que as vésperas da eleição não será surpresa assistir aos deputados, que ainda estão na base de um governo em plena decadência política e franca campanha antecipada, terceirizando para a Assembleia Legislativa a responsabilidade por entregar patrimônio público lucrativo e pelo calote de seis anos numa dívida que ao final estará 50% maior do que é hoje.

 

Fonte: Assembleia Legislativa