Central Única dos Trabalhadores

Depois de ser “fritada” pelo governo, Regina Duarte deixa secretaria de Bolsonaro

20 maio, quarta-feira, 2020 às 2:32 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

Bozo e Regina

Bozo e Regina

Menos de três meses após assumir e em meio a um processo de "fritura" comum na gestão de Jair Bolsonaro, a ex-atriz, como diz a TV Globo, Regina Duarte, 73 anos, deixa o cargo de secretária especial de Cultura.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo que ela e Bolsonaro divulgaram na manhã desta quarta-feira (20) em uma rede social. Segundo Bolsonaro, Regina vai assumir a chefia da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, em data ainda a ser marcada.

No vídeo, Bolsonaro afirma que Regina estava com saudade da família. Ela confirma, apesar de ter virado motivo de centenas de críticas dos aliados do presidente nos últimos dias.

Na verdade, mal assumiu o posto, Regina virou alvo dos olavistas, seguidores do guru bolsonarista, Olavo de Carvalho. Na sequência, a fritura presidencial começou. O presidente da Funarte, Dante Mantovani, que ela havia demitido foi reconduzido ao cargo por Bolsonaro.

Regina

A exoneração de Regina Duarte foi feita um dia depois de Bolsonaro almoçar, com direito a foto no Twitter, com o ator Mário Frias, um dos nomes cotados para assumir o cargo que, inclusive já havia se oferecido para ocupar a secretaria em uma entrevista.

A missão de Regina quando assumiu a secretaria depois de alguns dias de namoro com Bolsonaro, como ela dizia gargalhando, era conquistar apoio da classe artística. O que ela conseguiu no cargo foi desagradar até os mais amigos do meio.

Regina foi bastante criticada por artistas ao não homenagear ou sequer lamentar as mortes do cantor e compositor Moraes Moreira, do escritor Rubem Fonseca, do compositor Aldir Blanc e do ator Flávio Migliaccio.

Depois, mais ainda quando, em entrevista à CNN Brasil, minimizou os casos de tortura ocorridos durante o regime militar (1964-1984) e até cantou uma música que homenageou à ditadura.

Também deixaram o governo Bolsonaro após um processo de fritura pública os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, da Saúde.

 

Fonte: CUT Brasil