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Déficit da Previdência é “fake”, alerta CUT-RS em ato contra reforma de Bolsonaro em Porto Alegre

24 janeiro, quinta-feira, 2019 às 7:33 pm

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Ato da Previdência

Ato da Previdência

A CUT-RS rebateu a mentira repetida pelo governo Bolsonaro, o mercado financeiro e a mídia tradicional de que a Previdência Social é deficitária, durante ato realizado ao meio-dia desta quinta-feira (24), na Esquina Democrática, no centro Porto Alegre. A manifestação, que marcou o Dia Nacional do Aposentado, foi organizada pelo Sindisprev-RS, contou também com participação da CTB, CSP-Conlutas, Intersindical e Força Sindical, além de sindicatos e federações.

“A Previdência é superavitária”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, lembrando o relatório aprovado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), presidida pelo senador Paulo Paim-RS) e realizada em 2017. Ele denunciou que os senadores apuraram que há grandes devedores que não pagam, muita sonegação, além de desonerações e renúncias fiscais que retiram verbas preciosas da Previdência.

“O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala todo dia em fazer a reforma da Previdência, mas o que ele não conta é que mais de R$ 450 bilhões foram descontados pelas grandes empresas nacionais dos trabalhadores e não repassados ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Nós não vamos admitir uma reforma que endureça as regras para os mais pobres, fazendo o povo trabalhar até a morte ou morrer trabalhando”, avisou Nespolo.

Claudir no ato2

“Além disso, eu desafio a todos a explicar se o tal déficit da Previdência ocorre antes ou depois da Desvinculação das Receitas da União (DRU)”, disse ele alertando que 30% dos recursos da Previdência são atualmente desviados para outras áreas do governo, prejudicando as contas da Seguridade Social. “Esse papo de déficit é fake, não caiam nessa”, afirmou.

O vice-presidente da CUT-RS, Marizar de Melo, rebateu os ataques descabidos ao funcionalismo que os governos neoliberais costumam fazer no Brasil. “Mais uma vez os servidores públicos são colocados como privilegiados, como foi na era do Collor, que falou que eram marajás. Depois na era do Fernando Henrique Cardoso, ele que disse que os aposentados eram vagabundos. Agora, na era Bolsonaro, os servidores são privilegiados”, criticou.

Marizar2

O secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Antônio Guntzel, frisou que a política do governo está voltada para atender o mercado, o agronegócio e o empresariado, em vez de resolver os problemas da população. “Bolsonaro diz que vai perdoar dívidas milionárias de fazendeiros e, ao mesmo tempo, quer empurrar goela abaixo do povo uma reforma da Previdência que vai retirar direitos”, disparou.

Distribuição de laranjas

Ao longo dos protestos, que chamaram a atenção das pessoas que passavam na esquina mais famosa da cidade, os manifestantes distribuíram laranjas, criticando os escândalos que envolvem movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão do ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhava no gabinete do senador eleito  Flávio Bolsonaro (PSL-RS), filho do presidente eleito.

Laranjas

Plenária nacional das centrais sindicais em fevereiro

O presidente da CUT-RS aproveitou para reforçar a convocação das centrais sindicais para a plenária nacional que será realizada no próximo dia 20 de fevereiro, em São Paulo. “Vamos definir encaminhamentos sobre como vamos resistir às afrontas de Bolsonaro e Guedes. Se necessário, tomaremos novamente às ruas, como fizemos em 28 de abril de 2017, e faremos uma nova greve geral. Não tivemos medo naquela época e não é agora que teremos”, concluiu Nespolo.

Ato na Previdência

Assista à transmissão da CUT-RS!

 

 

Fonte: CUT-RS