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Decreto de Bolsonaro libera venda de fuzil e cumpre promessa feita a Taurus

21 maio, terça-feira, 2019 às 2:07 pm

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Taurus

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Sul21 – O decreto sancionado por Jair Bolsonaro (PSL) para regulamentar o porte e posse de armas no País permitirá a qualquer cidadão comprar um fuzil. Até antes da assinatura do decreto, os brasileiros só podiam comprar armas com energia cinética até 407 joules. Isso se refere a revólveres, de calibres 32 e 38, e pistolas de calibre 380. O decreto sobe o limite para o uso de armas com 1.620 joules, ou seja, quatro vezes mais do que é estabelecido atualmente.

A nova classificação estabelecida pelo governo inclui o fuzil T4, uma arma usada por forças táticas militares e produzida no Brasil pela empresa Taurus. O T4, fabricado no Brasil, de calibre 5.56, tem força cinética de 1.320 joules. “Temos uma fila de 2 mil clientes”, informou a empresa, que tem sede no Rio Grande do Sul. “Estamos preparados para atender em até três dias as demandas”, disse a fabricante ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta segunda-feira (20).

Em 2017, quando Bolsonaro já se apresentava como candidato à Presidência, ele esteve em um stand da Taurus durante uma feira de produtos de segurança e disse que o T4 seria liberada para alguns grupos.

“Se eu chegar lá, você, cidadão de bem, vai ter num primeiro momento isto aqui em casa (e aparece segurando uma pistola). E você, produtor rural, no que depender de mim, vai ter isto aqui também (e aparece segurando um fuzil T4). Cartão de visita para invasor tem que ser cartucho grande mesmo, com excludente de ilicitude, obviamente”, disse na ocasião.

O decreto também traz as seguintes medidas: permite ao proprietário rural com posse de arma utilizá-la em todo o perímetro de sua propriedade; quebra do monopólio da importação de armas no Brasil; permite que colecionadores, atiradores e caçadores possam ir até o local de tiro com arma com munição; concede o direito ao porte de arma a praças das Forças Armadas com dez anos ou mais de experiência; aumenta o limite de compra de cartuchos de 50 para mil por ano.

 

 

Fonte: Sul21 informações da Revista Fórum e do G1