Central Única dos Trabalhadores

De 2012 a 2016, jornada média de trabalho cai e permanência no emprego cresce, aponta IBGE

13 outubro, quinta-feira, 2016 às 6:50 pm

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RBA  –  O IBGE divulgou nesta quinta-feira (13) uma série de novos indicadores relativos ao mercado, seguindo recomendações do Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre os conceitos introduzidos, está o de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas (ocupados com jornada inferior a 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar mais), grupo que concentra 4,8 milhões de pessoas, em um universo de 90,8 milhões de ocupados. Assim, a taxa somada de desempregados mais subocupados atingiu 16% no segundo trimestre, ante 14,1% em 2012.

A pesquisa mostra ainda redução da jornada média de trabalho, que foi de 40,1 para 39,1 horas semanais no trabalho principal. Mas a participação de pessoas que cumpriam de 40 a 44 horas aumentou de 40% para 52,5% dos ocupados. Quem fazia de 15 a 39 horas foi de 22,3% para 21,2% do total e de 45 a 48 horas, de 17,6% para 11,8%. Outros 10,9% faziam 49 horas ou mais e 3,6%, 14 horas ou menos.

No segundo trimestre, a força de trabalho brasileira era de 102,4 milhões de pessoas, sendo 90,8 milhões de ocupados e 11,6 milhões de desempregados. Havia 22,9 milhões de trabalhadores por conta própria, 19,3% com registro no CNPJ.

O percentual de pessoas que estavam há pelo menos dois anos no trabalho subiu de 66,1% dos ocupados para 70,6%, entre o segundo trimestre de 2012 e igual período deste ano. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Segundo o instituto, o crescimento coincidiu com o início da atual crise econômica. Com isso, conclui, o maior tempo de permanência provavelmente ocorreu pela não entrada de novos trabalhadores no mercado.

Já a participação, entre os ocupados, daqueles que tinham de um ano a menos de dois no emprego praticamente não se alterou: de 10,5% para 10,3%. Caiu o número de trabalhadores com um mês a menos de um ano, de 19,9%, em 2012, para 16,5%. E os que tinham um mês ou menos, na semana da pesquisa, passaram de 3,5% para 2,6%.

 

 

Fonte: Rede Brasil Atual