Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS rejeita reforma da Previdência com idade mínima para aposentadoria

22 dezembro, terça-feira, 2015 às 11:48 am

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CUT marcha

CUT marcha

A CUT-RS se posiciona totalmente contra uma reforma da Previdência que venha a introduzir uma idade mínima para a aposentadoria. Conforme a Agência Brasil, “a proposta será enviada ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre do próximo ano, informou nesta segunda-feira (21), o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa”.

Em discurso feito durante a transmissão de cargo, Barbosa reiterou que está comprometido com o ajuste fiscal e prometeu discutir a criação, no médio prazo, de um teto para as despesas públicas. “Nos últimos meses, já vimos trabalhando na construção de uma reforma da Previdência, nosso principal gasto primário. Estamos com os problemas mapeados. Esperamos enviar proposta ainda no primeiro semestre”, declarou o ministro.

Para o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “a idade mínima para aposentadoria é uma proposta injusta com os milhões de trabalhadores que começam a trabalhar cedo e contribuem por mais tempo com a Previdência”. Ele salienta que a presidenta Dilma Rousseff acabou de sancionar a lei 13.183/2015, que criou a fórmula 85/95 (soma da idade e tempo de contribuição para mulheres e homens para aposentadoria) com progressividade de um ponto a cada dois anos, a partir de 2018 até 2026, ficando então em 90 pontos para mulheres e 100 para homens.

“Essa nova legislação vai retardar a aposentadoria de muitos trabalhadores, pois é uma alternativa positiva ao famigerado fator previdenciário, que reduz o valor dos benefícios. Por isso, não há necessidade de fazer neste momento uma nova reforma na Previdência”, aponta Claudir.

A expectativa da CUT-RS, assim como da Frente Brasil Popular e dos movimentos sociais, é que a troca no Ministério da Fazenda venha a trazer mudanças na política econômica. “Milhares de trabalhadores foram para as ruas nas últimas semanas não somente contra o golpe e em defesa da democracia, mas também contra o ajuste fiscal implantado pelo ex-ministro Levy”, destaca o dirigente sindical.

“Esperamos que o novo ministro abra uma agenda de diálogo e negociação permanente com as centrais sindicais para ouvir as demandas dos trabalhadores, que apontam para a retomada do crescimento econômico, a fim de gerar empregos e renda, fortalecer o consumo e a produção, e reduzir as desigualdades sociais”, frisa Claudir.

“A agenda deve ser outra, ministro”, conclui o presidente da CUT-RS.

 

Fonte: CUT-RS